Parlamento norte-coreano se reúne sem a presença de Kim Jong-un

  • Por Agencia EFE
  • 25/09/2014 12h43

Seul, 25 set (EFE).- A Assembleia Popular (parlamento) da Coreia do Norte realizou nesta quinta-feira uma sessão extraordinária sem a presença do líder norte-coreano, Kim Jong-un, cuja ausência prolongada em atos do regime está gerando especulações sobre sua saúde.

A segunda audiência do ano da 13ª Assembleia Popular Suprema ocorreu hoje, como anunciou em 5 de setembro a agência estatal “KCNA”, mas os meios de comunicação do regime não mostraram imagens do líder.

A sessão parlamentar, envolta em secretismo como toda atividade política do país, o mais isolado do mundo, serviu para a nomeação de cargos estatais. Kim Jong-un não aparece na imprensa norte-coreana desde 3 de setembro.

Durante a audiência, foi anunciada a substituição do vice-presidente da poderosa Comissão de Defesa Nacional (NDC), Choe ryong-hae, órgão presidido por Kim Jong-un, segundo informou a agência “KCNA”.

O posto foi assumido por Hwang Pyong-so, antigo assessor pessoal do líder, que atualmente ocupava a vice-presidência de um dos principais órgãos políticos do regime de Pyongyang, o Departamento de Guia e Organização.

Suas funções incluíam a designação de altos cargos do regime e o controle das atividades políticas de todos os dirigentes, membros do Partido dos Trabalhadores e dos cidadãos.

Desde que foi nomeado para o cargo em março, Hwang Pyong-so é considerado uma das pessoas mais poderosas do regime.

A 13ª Assembleia Popular Suprema realizou sua primeira em abril, após 687 deputados, entre eles Kim Jong-un, terem obtido sua cadeira no mês anterior nas eleições parlamentares.

O parlamento norte-coreano celebra geralmente reuniões anuais de seus 687 membros em março ou abril, mas às vezes convoca outra sessão no segundo semestre para anunciar ou aprovar medidas importantes.

A Assembleia Popular é monopolizada por uma maioria arrasadora de deputados do governante Partido dos Trabalhadores, embora também conte com forças políticas menores, todas elas ligadas ao socialismo “juche” (autossuficiência) do Estado.

O principal órgão legislativo do país tem como função referendar as decisões tomadas pela cúpula do Partido dos Trabalhadores, liderada pelo “líder supremo”. EFE