Partidos de oposição ucraniana culpam governo por mortes em Kiev

  • Por Agencia EFE
  • 22/01/2014 11h06

Kiev, 22 jan (EFE).- Os três partidos da oposição parlamentar ucraniana responsabilizaram nesta quarta-feira o governo e o presidente, Viktor Yanukovich, pelas duas mortes por ferimentos a bala no centro de Kiev, cenário de violentos enfrentamentos entre manifestantes opositores e tropa de choque da polícia.

“A responsabilidade direta e pessoal pelo ato de terror ditatorial a tem o ministro do Interior, o sanguinário assassino (Vitali) Zajárchenko”, denuncia o comunicado conjunto dos partidos Batkivshina (Pátria), Udar e Svoboda, à frente das grandes protestos antigoverno que convulsionam Ucrânia há mais de dois meses.

As três forças de oposição argumentam, segundo a agência ucraniana “Liga Novosti”, que “quatro balas na cabeça e no pescoço de um dos mortos não configuram legítima defesa, mas o fuzilamento deliberado de cidadãos pacíficos”.

“As forças de repressão passaram dos limites. O assassinato de manifestantes pacíficos é consequência da impunidade dos criminosos e do aumento do terror”, diz a oposição.

Batkivshina, Udar e Svoboda exigem a retirada imediata das forças especiais do Ministério do Interior e a renúncia de Zajárchenko, “cujas mãos estão manchadas com o sangue de cidadãos pacíficos”, como a única forma de evitar que “o conflito leve a mais mortes”.

“Tudo que acontecer a partir de agora no país, a vida e a segurança de cada cidadão, (…) é responsabilidade pessoal de Viktor Yanukovich, que durante dois meses ignorou as exigências justas do protesto pacífico”, conclui o comunicado dos partidos opositores.

Dois manifestantes foram mortos no centro de Kiev a tiros, confirmou hoje a Procuradoria Geral da Ucrânia, embora a polícia negue que tenha usado armas de fogo nos enfrentamentos que acontecem desde domingo passado.

De acordo com a agência “Liga – Novosti”, as duas vítimas foram mortas por tiros de franco-atiradores na rua Grushevski, junto à sede do governo e palco dos últimos enfrentamentos. EFE