Partidos liberais moldávios formam nova coalizão de governo europeísta

  • Por Agencia EFE
  • 23/07/2015 13h05

Moscou, 23 jul (EFE).- Os três principais partidos liberais moldávios formaram nesta quinta-feira uma nova coalizão do governo de vontade europeísta que procura pôr fim à crise política aberta pela renúncia do primeiro-ministro, Chiril Gaburici, em meados de junho.

A nova Aliança pela Integração Europeia (AIE) estará formada pelo Partido Liberal Democrático (PLD), o Partido Democrático e o Partido Liberal, segundo informaram as agências russas.

A AIE defende as aspirações da Moldávia de se integrar em um futuro na União Europeia, enquanto sua política seguirá as linhas marcadas pelo Acordo de Associação assinado entre ambas as partes em junho de 2014.

Ao contar com uma maioria parlamentar de 52 cadeiras de um total de 101, a nova aliança propõe introduzir reformas econômicas e judiciais, melhorar as relações com o exterior e convocar um referendo para modificar o procedimento de eleição do presidente do país.

O líder do PLD, o ex-primeiro-ministro Vlad Filat, antecipou à imprensa que o novo chefe do Executivo sairá das fileiras de sua formação, que teve responsabilidades de governo desde 2009.

Os liberais têm intenção de apresentar amanhã ao presidente Nikolai Timofti a candidatura do novo primeiro-ministro, que em um prazo de 15 dias deverá ser submetido à aprovação do parlamento.

A atual crise explodiu quando Gaburici renunciou ao cargo após ser citado pela Promotoria devido a uma investigação aberta pela suposta falsificação de seu diploma.

Gaburici vinculou diretamente a investigação contra sua pessoa com a reivindicação de renúncia de vários altos funcionários da Procuradoria Geral, do Banco Nacional e da Comissão Nacional do Bolsa de Valores por obstruir a luta contra a corrupção.

O demissionário primeiro-ministro tinha sido designado à frente de um governo europeísta em 18 de fevereiro, com o apoio do PLD, o Partido Democrata e o Partido Comunista, que somavam 60 cadeiras.

Por outro lado, o líder socialista, Igor Dodó, próximo aliado do Kremlin, advoga pelo ingresso da Moldávia na União Eurasiática liderada pela Rússia. EFE