Perito legista americano acredita que Nisman foi assassinado

  • Por Agência EFE
  • 13/07/2015 14h46
O procurador argentino Alberto Nisman foi encontrado morto em sua casa

O veterano legista americano Cyril Wecht defendeu à hipótese de homicídio no caso do promotor argentino Alberto Nisman, que foi encontrado morto em janeiro em circunstâncias até hoje não esclarecidas, depois de ter denunciado à presidente de seu país, Cristina Kirchner.

“Levando em conta toda a evidência científica e médica, acho que é muito mais provável que tenha sido um homicídio do que um suicídio”, disse Wecht durante uma entrevista transmitida ontem à noite em um programa de TV.

Após analisar as provas do caso, ele afirmou que o promotor não morreu na manhã de 18 de janeiro, como sustentam os peritos oficiais, mas na noite anterior, como aponta a denúncia liderada pela juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor. Ele também defendeu a ideia de que o corpo de Nisman foi movido da posição original.

Na semana em que completam seis meses da morte, a investigação oficial continua lenta e procura novas provas que permitam afirmar se houve suicídio ou assassinato. A pedido da promotora do caso, Viviana Fein, peritos em Informática irão hoje à casa do promotor para recolher o modem e analisar os dados sobre as conexões efetuadas.

Alberto Nisman era o promotor especial da investigação pelo atentado à associação judia Amia, que causou a morte de 85 pessoas, em 1994. Quatro dias antes de ser encontrado morto em seu apartamento em Buenos Aires, Nisman tinha denunciado Cristina Kirchner por encobrimento dos iranianos suspeitos de planejar o ataque terrorista. A Justiça argentina arquivou a causa contra ela em maio por “inexistência de crime”.