Pernambuco e Recife decretam estado de emergência para controle do Aedes aegypt

  • Por Agência Brasil
  • 29/11/2015 16h08
RECIFE,PE,13.11.2015:CASOS-MICROCEFALIA - Secretaria Estadual de Saúde decreta estado de emergência em Pernambuco devido ao alto número de casos de microcefalia. Pernambuco registrou, neste ano, 141 casos de bebês nascidos com microcefalia, uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. O número disparou em 2015 e o caso vem sendo investigado pela SES, em conjunto com o Ministério da Saúde e da Organização Pan-americana de Saúde, para entender o que causou o aumento. (Foto: Marlon Costa/Futura Press/Folhapress)A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco

A cidade de Recife e o estado de Pernambuco decretaram neste domingo (29) estado de emergência por causa da epidemia de dengue e do aumento de incidências de chikungunya e zika, vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypt. A decisão ocorreu um dia após o Ministério da Saúde confirmar a relação entre infecção pelo vírus zika na gravidez e o nascimento de crianças com microcefalia.

O decreto foi assinado neste domingo pelo governador Paulo Câmara e pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio, e será válido por 180 a partir da publicação, na terça-feira (1º). A medida considerou a alteração no padrão epidemiológico de ocorrências de microcefalia e também a necessidade de adotar medidas para diminuir os riscos provocados pelos três vírus.

Em nota divulgada ontem (28), o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o aumento de casos de microcefalia, principalmente em Pernambuco. Exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos.

Exames Já haviam sido feitos em outras duas gestantes que tiveram os fetos diagnosticados com microcefalia e o resultado tinha sido o mesmo. Em 2014, foram 147 registros de casos da malformação em todo país. Em 2015, só o estado de Pernambuco já registrou quase 500 casos.

Com o decreto, o governo e a prefeitura poderão adotar imediatamente, sem licitação, medidas administrativas necessárias para imediata resposta à situação, como implantação de força- tarefa para enfrentamento do mosquito e contratação temporária de profissionais.