Perspectivas de reverter crise no Cantareira ainda são incertas

  • Por Jovem Pan
  • 04/09/2014 15h35

A represa reserva Jaguari-JacareíA represa reserva Jaguari-Jacareí

Nível do Cantareira fica inalterado pela primeira vez em cem dias com a chuva em São Paulo e perspectivas para reverter a crise ainda são incertas.

O sistema mantém 10,7% de reserva e a primeira parte do volume morto tem condições de fornecer água para a grande São Paulo até novembro.

O Cantareira é composto por seis mananciais: Paiva Castro, em Mairiporã, Águas Claras, Cachoeira, Atibainha, Jaguari e Jacareí.

O presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, avalia que mesmo a crise sendo revertida, São Paulo precisa de um plano:

“As crises climáticas vão ser cada vez mais concentradas”, diz. Mantovani avalia que o intervalo entre as crises será menor, o que exige “um novo cálculo de responsabilidade de todas as partes”.

O presidente da Fundação SOS Mata Atlântica afirma também que a consciência da população deve mudar após a crise da água.

O chefe do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, explica que ainda é cedo para acreditar na melhora do Cantareira. “Dependemos do clima”, assegura.

O professor da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, lembra que, se não chover até novembro, a captação do volume morto do Cantareira terá de ser ampliada.

A Sabesp, que segue descartando o rodízio, já implantou as bombas em caso de necessidade em aumentar a utilização da reserva técnica.