Peru envia nota diplomática ao Chile e chama embaixador para consultas

  • Por Agencia EFE
  • 21/02/2015 01h49
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Lima, 20 fev (EFE).- O governo do Peru enviou nesta sexta-feira uma nota diplomática ao Chile e chamou para consultas seu embaixador em Santiago após a notícia divulgada ontem que três suboficiais da Marinha peruana são investigados pela Justiça Militar por envolvimento em um suposto caso de espionagem em favor do Chile, informou hoje a Chancelaria peruana em comunicado.

O governo peruano manifestou na nota diplomática “a necessidade que o governo do Chile realize uma rápida e profunda investigação a fim de processar os responsáveis por estes atos e notifique o Peru sobre o resultado da mesma”.

A nota foi entregue pelo diretor-geral das Américas do Ministério das Relações Exteriores do Peru, Carlos Pareja Ríos, ao encarregado de Negócios da embaixada do Chile no Peru, José Miguel Capdevila, e nela o governo peruano expressa “seu mais enérgico protesto e rejeição pelas ações de espionagem contra a segurança nacional”.

Na nota, o governo liderado pelo presidente peruano Ollanta Humala pediu que o Executivo da presidente chilena Michelle Bachelet confirme que “tais ações de espionagem não irão se repetir”.

“Em consideração aos fatos antes descritos, o governo peruano tomou a decisão de chamar para consultas o embaixador do Peru no Chile”, Fernando Rojas, concluiu a Chancelaria no comunicado.

O ministro da Defesa do Peru, Pedro Cateriano, informou ontem que a investigação pela suposta espionagem envolve três suboficiais da Marinha peruana depois que a emissora “América Televisión” revelou na quarta-feira o caso do analista de informação de inteligência Alfredo Marino Domínguez Raffo e do operador de comunicações Johnny Richard Pilco Borja.

Segundo a reportagem, os dois suboficiais foram captados em 2011 e 2006, respectivamente, por supostos empresários pesqueiros italianos que eram, na realidade, oficiais da Marinha do Chile.

Cateriano relatou que a Marinha de Guerra tomou conhecimento, em abril de 2014, “de um suposto vazamento de informações” e instruiu que o procurador formulasse uma denúncia contra os técnicos sob o fundamento de que ambos fizeram várias viagens ao exterior que não podiam sustentar economicamente.

O presidente da Corte Militar Policial, Juan Pablo Ramos, disse na quarta-feira em entrevista coletiva que os suboficiais Pilco e Domínguez “teriam enviado por e-mail imagens com detalhes que estamos tentando decifrá-los”, devido ao uso de “sistemas técnicos complexos”. EFE

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