Polícia Civil desbarata “pronto-socorro do Crime” em Paraisópolis
Polícia estoura pronto-socorro do crime e prende várias pessoas na região do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. A clínica improvisada funcionava em uma casa da Favela Paraisópolis e atendia bandidos feridos em confrontos com policiais.
O local foi descoberto na noite desta sexta-feira (12) durante uma megaoperação da Polícia Civil. Mais de 100 policiais estiveram na favela. A ação foi desencadeada depois que a filha de um agente do GOE, o Grupo de Operações Especiais, de apenas 5 anos, foi baleada durante a tarde.
A criança estava com o pai quando ele percebeu dois motoqueiros abordando um senhor que deixava uma agência bancária, na Rua Diogo Martins, no Campo Limpo, a popular “saidinha de banco”.
O investigador decidiu intervir, trocando tiros com os suspeitos, quando conseguiu atingir um deles, que, mesmo ferido, fugiu com o comparsa. Um dos disparos dos assaltantes atingiu as nádegas de Mariana, a filha do agente do GOE, que precisou ser socorrida no Hospital do Campo Limpo. A criança passa bem, mas o projétil permanece alojado no quadril.
André da Silva Alves, de 20 anos, o suspeito ferido no tiroteio, foi achado pelos policiais no Hospital Universitário. Ele contou que havia sido atendido na clínica mantida por traficantes na favela Paraisópolis antes de ser transferido para o hospital da USP e forneceu o endereço.
O criminoso permanece internado em estado grave; já o comparsa dele não foi encontrado.
Oito pessoas foram detidas no imóvel em Paraisópolis e encaminhadas ao 89º Distrito Policial, do Portal do Morumbi, para prestar depoimento, e pelo menos quatro delas, incluindo o proprietário, devem permanecer presas.
Durante a operação policial na favela, os agentes apreenderam drogas e várias motos roubadas.
Com informações de Paulo Edson Fiore
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