Polícia egípcia mata 9 terroristas em confronto no oeste do Cairo
Cairo, 25 set (EFE).- Nove terroristas morreram nesta sexta-feira em um enfrentamento com as forças de segurança do Egito durante uma operação policial no oeste da região metropolitana do Cairo, informou o Ministério do Interior.
Em comunicado, o ministério afirmou que os extremistas, ao perceberem a chegada dos agentes, começaram a disparar e lançar bombas desde um viveiro de aves que usavam como esconderijo na zona rural de Ausim, localizado na cidade de Giza, no Grande Cairo.
As forças de segurança responderam ao ataque, dando início a um confronto que durou várias horas e se encerrou com a morte dos nove terroristas, conforme as autoridades locais.
Três oficiais e dois recrutas da Polícia ficaram feridos, sendo levados ao hospital para receber tratamento médico.
Segundo o comunicado, três dos extremistas usavam coletes com explosivos. Foram encontrados com o grupo quatro fuzis automáticos, bombas, munições, um veículo 4×4 e uma moto.
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério do Interior, as nove pessoas estavam envolvidas em vários ataques terroristas, entre eles os realizados com carros-bomba contra um quartel da Segurança Nacional na província de Qaliubiya e ao consulado italiano no Cairo.
Além disso, eles também teriam envolvimento com tentativas de assassinatos de alguns oficiais do Exército, das forças de segurança e juízes, assim como com ataques a instalações estratégicas.
Por fim, o comunicado indica que os extremistas preparavam atentados terroristas durante a festividade muçulmana de Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), que começou na quinta-feira.
No último dia 20 de agosto, 29 pessoas ficaram feridas, seis delas policiais, devido à explosão de um carro-bomba junto ao quartel das Forças da Segurança Nacional no bairro de Shubra al Kheima, no norte do Grande Cairo.
Antes, no dia 11 de julho, a explosão de um carro-bomba na frente do consulado italiano no Egito provocou a morte de uma pessoa e deixou outras dez feridas, despertando o temor de que os terroristas comecem a estabelecer edifícios estrangeiros como alvo. EFE
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