Polícia multa Samarco e embarga obra irregular em Mariana

  • Por Estadão Conteúdo
  • 06/07/2016 13h40
O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, cujos donos são a Vale a anglo-australiana BHP, causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Inicialmente, a mineradora havia afirmado que duas barragens haviam se rompido, de Fundão e Santarém. No dia 16 de novembro, a Samarco confirmou que apenas a barragem de Fundão se rompeu. Local: Distrito de Bento Rodrigues, Município de Mariana, Minas Gerais. Foto: Rogério Alves/TV SenadoSamarco deverá entregar uma nova versão do documento até o dia 17 de fevereiro

A Polícia Militar do Meio Ambiente de Minas Gerais multou e embargou a obra irregular da mineradora Samarco, em Mariana-MG, identificada em vistoria feita pelo Ministério Público. O auto de infração foi lavrado, nesta terça-feira (5), às 18 horas. 

O pedido de embargo foi feito pela Promotoria do Meio Ambiente. As multas foram de R$ 33.230,89 e de R$ 1.495,32, respectivamente, por obra sem licença de instalação e dano à área de preservação ambiental, no caso, a Mata Atlântica e o Cerrado.

A obra, segundo o promotor de Meio Ambiente Mauro Ellovitch, que participou da vistoria, feita na passada sexta-feira (1), resultou em acúmulo de material atrás de um dique construído para tentar evitar que a lama da barragem de Fundão, que se rompeu em 5 de novembro do ano passado, continue vazando.

Conforme a companhia, a obra consistiu em uma movimentação de material que estava próximo ao córrego Santarém, que corta a região, para aterro que fica em área já impactada pelo acidente.

Por meio de nota, a Samarco confirmou o recebimento das infrações, da notificação e que “analisa os documentos e responderá nos prazos estabelecidos”.