Alckmin testa positivo para Covid-19 na véspera do lançamento de chapa com Lula

Partido dos Trabalhadores garante que evento não será adiado; o ex-governador deve participar virtualmente da cerimônia

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2022 13h59 - Atualizado em 06/05/2022 14h43
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Geraldo Alckmin Geraldo Alckmin será vice na chapa de Lula à Presidência da República

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) testou positivo para a Covid-19 na manhã desta sexta-feira, 6, e não vai comparecer ao lançamento oficial da pré-candidatura com Lula (PT) ao Palácio do Planalto. O ex-governador será postulante a vice-presidente do petista. O evento está marcado para este sábado, 7, às 10h, no Expo Center Norte, em São Paulo. O PT assegura que a cerimônia não será adiada. Sendo assim, Alckmin participará virtualmente do lançamento, discursando aos presentes por videoconferência. Segundo a assessoria, o ex-governador está em casa, medicado e passa bem. Ele recebeu as três doses da vacina contra a doença.

A aliança entre Lula e Alckmin foi costurada com a ajuda de Márcio França (PSB) com o objetivo de atrair o eleitor de centro, essencial para vencer o presidente Jair Bolsonaro (PL), principal adversário do petista, na disputa presidencial. O PT espera que o ex-governador possa atuar em agendas com agronegócio e com religiosos, que tem o atual presidente como preferido. O maior trunfo da chapa está na fama de Alckmin em São Paulo. O ex-tucano foi o político que por mais tempo governou o Estado, que é o maior colégio eleitoral do país. Em São Paulo, Alckmin era líder das pesquisas de intenção de voto para governador até ser oficializado como vice de Lula à Presidência. Inicialmente, a aproximação entre Alckmin e Lula foi vista com descrença em virtude das desavenças vividas pelos políticos nos anos anteriores. Antes da ascensão do bolsonarismo, ambos ocupavam polos opostos nas eleições. Lula defende que as coisas mudaram. “Eu mudei, o Alckmin mudou e acho que o Brasil precisa dessa mudança para que a gente possa reconstruir. Eu fui adversário do Alckmin, não fui inimigo, e feliz era o Brasil no tempo em que a disputa era entre dois partidos democráticos, porque tinha um debate civilizado, sobre programa de governo”, aponta o ex-presidente.