Mayra Pinheiro contradiz Pazuello sobre ‘TrateCov’ e crise do oxigênio; veja como foi

Secretária conhecida como ‘capitã cloroquina’ reiterou a defesa da cloroquina e afirmou que não tratou sobre falta de oxigênio em Manaus

  • Por Jovem Pan
  • 25/05/2021 09h44 - Atualizado em 25/05/2021 21h18
Foto: Júlio Nascimento/PREm silêncio: na sexta-feira, 21, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu habeas corpus à secretária

A CPI da Covid-19 ouve, nesta terça-feira, 25, o depoimento da secretária da Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”. A servidora, que integra o governo do presidente Jair Bolsonaro desde janeiro de 2019, é uma das principais defensoras do chamado “tratamento precoce” com remédios ineficazes para o tratamento da doença. Na sexta-feira, 21, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um habeas corpus à depoente, que poderá ficar em silêncio sempre que for questionada sobre fatos que ocorreram entre os meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021 – este intervalo de tempo coincide com o colapso da rede hospitalar e da crise de oxigênio de Manaus, assunto que deve ser o ponto central da oitiva.

Como a Jovem Pan mostrou, a “capitã cloroquina” também será questionada sobre a criação do “TrateCov”, iniciativa do Ministério da Saúde que prescrevia medicamentos do chamado “kit Covid” para qualquer paciente, incluindo recém-nascidos e gestantes. Em seu depoimento à CPI na semana passada, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que a ideia para a criação da plataforma partiu de Mayra Pinheiro. “Hoje a gente lança em primeira mão, o estado do Amazonas é o primeiro estado do Brasil que recebe o aplicativo TrateCov”, disse a servidora no dia 11 de janeiro, em Manaus, em evento de lançamento da iniciativa. “Nós estamos oferecendo hoje ao povo brasileiro, aos médicos e aos enfermeiros que vão ajudar usando esse aplicativo. Vamos agilizar o diagnóstico sem que a gente espere, como o nosso ministro já falou, as tomografias, as ressonâncias, os testes de RT-PCR que às vezes demoram alguns dias até obtermos os resultados”, explicou. Confira a cobertura ao vivo da Jovem Pan:

17:00 – Sessão é encerrada

Em razão do início da ordem do dia do Senado, o presidente da CPI, Omar Aziz encerrou a sessão. A próxima reunião ocorrerá nesta quarta-feira, 26, às 09h30.

16:58 – CPI tem 402 requerimentos para avaliar, diz presidente

O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que a CPI da Covid-19 tem 402 requerimentos para apreciar. A sessão da quarta-feira, 26, será destinada exclusivamente à apreciação dos documentos protocolados pelos senadores. Estão incluídos na pauta as convocações de governadores de 9 Estados onde a Polícia Federal (PF) realizou operações para apurar desvio da verba repassada pelo governo federal.

16:34 – ‘Até o final do ano, o Brasil vai exportar vacina’, diz líder do governo

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), não fez nenhum questionamento. Ele utilizou seu tempo de fala para elogiar a fala “transparente, lúcida e metódica” da secretária Mayra Pinheiro. “Vossa Excelência trouxe informações técnicas que validam as ações desenvolvidas no nosso país e sem atropelo de qualquer evidência científica”, disse o emedebista. Na sequência, ele acrescentou: “Anote, senador Renan Calheiros, o Brasil vai exportar a vacina até o final do ano”.

16:13 – ‘Se a senhora defende o uso de máscaras, o isolamento e a vacinação em massa, por que permanece no governo?’, questiona senador

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), suplente da CPI da Covid-19, questionou a secretária do Ministério da Saúde, sobre sua opinião acerca do uso de máscaras e o isolamento social. Mayra Pinheiro disse ao petista ser favorável às medidas não farmacológicas e contra a tese da imunidade de rebanho. Diante da resposta da depoente, o parlamentar fez uma pergunta retórica. “Se a senhora defende o uso de máscaras, o isolamento social e a vacinação em massa, por que permanece no governo Bolsonaro?”.

16:03 – ‘Quase todo mundo abandonou a cloroquina, menos o Brasil’, diz senador

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse ter certeza da “boa intenção” da secretária Mayra Pinheiro. “Mas faço um chamamento à razão. No começo todo mundo testou a cloroquina, queria uma saída rápida e barata. Quase todo mundo abandonou. Menos o Brasil”, disse. Apesar dos estudos que comprovam a ineficácia do medicamento, autoridades do governo brasileiro, entre elas o presidente Jair Bolsonaro, seguem defendendo a prescrição do fármaco.

15:45 – Nenhum estudo que segue critérios de excelência recomenda cloroquina para tratamento da Covid-19

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente da CPI da Covid-19, ouviu especialistas sobre os mais de dois mil estudos com o uso de cloroquina. Destes, só 14 tinham nível de excelência científica. Segundo o parlamentar, nenhum deles mostra a eficácia do medicamento no tratamento do coronavírus.

15:09 – Senador governista defende cloroquina e diz: ‘História vai mostrar quantas vidas perdemos por causa dessa politização feita’

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE), outro integrante da tropa governista na CPI, disse que “a história vai mostrar quantas vidas perdemos por causa dessa politização” envolvendo a cloroquina. O parlamentar ignora o fato de o remédio ser comprovadamente ineficaz para o tratamento da doença.

15:00 – Mayra Pinheiro diz que pediu habeas corpus ao STF para se proteger 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou por que Mayra Pinheiro pediu um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), se afirmou aos senadores que, para ela, foi uma “honra” ter participado da missão em Manaus. A secretária do Ministério da Saúde disse que viu depoentes sendo tratados como réus na CPI e quis se proteger.

14:18 – Renan Calheiros aponta 11 contradições em depoimento da ‘capitã cloroquina’ 

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), elaborou uma lista, obtida pela Jovem Pan, com 11 contradições do depoimento de Mayra Pinheiro. Sobre a cloroquina, o emedebista destacou: “Assevera ser antiviral. Mantém a orientação para uso de cloroquina e hidroxicloroquina”. O senador apresentou um contraponto: “a cloroquina não é um antiviral nem um anti-inflamatório, e, sim, um antimalárico, utilizado em casos de malária, que é um protozoário, não um vírus. OMS e Conitec recomendam não utilizar os medicamentos, porque [são] inócuos ao tratamento”. Há, também, um destaque sobre o “TrateCov”, aplicativo que recomendava remédios ineficazes para o tratamento da Covid-19 para recém-nascidos e gestantes, por exemplo. A depoente, segundo Calheiros, afirmou que “a plataforma foi retirada do ar porque foi hackeada e dados teriam sido irregularmente alterados”. “Ela mesma se contradisse e contradisse Pazuello, ao afirmar que a plataforma foi retirada do ar apenas para fins de investigação, sem que tenha havido deturpação (como declarou Pazuello) ou alteração (como ela mesma disse) da plataforma”, destacou.

14:15 – Sessão é retomada 

Depoimento de Mayra Pinheiro é retomado. Fala, agora, o senador Jorginho Mello (PL-SC), integrante da tropa de choque do governo Bolsonaro na CPI.

13:33 – Sessão é suspensa por 30 minutos 

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão para um intervalo de 30 minutos.

13:30 – Mayra Pinheiro ‘desmonta’ tese da base governista

Em seu tempo de fala, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), um dos vice-líderes do governo no Senado, citou a recomendação feita pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, no início da pandemia, para que as pessoas com suspeitas de coronavírus não procurassem os hospitais ao sentirem os primeiros sintomas. O presidente da CPI, Omar Aziz, questionou se a secretária Mayra Pinheiro discordava da avaliação do então ministro. “Houve um momento em que conhecíamos muito pouco da doença”, salientou a depoente. A declaração vai na contramão do que é dito pela tropa de choque do governo, que critica a orientação dada à época pelo Ministério da Saúde.

13:15 – Senador governista cita governadores que defenderam cloroquina

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), um dos vice-líderes do governo no Senado, cita ações dos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), Alagoas, Renan Filho (MDB) e Bahia, Rui Costa (PT), sobre o chamado “tratamento precoce”. Na semana passada, durante o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o governista exibiu um vídeo dos gestores estaduais defendendo o uso da cloroquina – ele omitiu, porém, que as declarações foram feitas no início da pandemia, quando não havia comprovação da ineficácia do fármaco.

12:46 – Carla Zambelli está no plenário da CPI 

Deputada federal e integrante da tropa de choque do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Carla Zambelli (PSL-SP) está no plenário da CPI.

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Reprodução: TV Senado/YouTube

12:44 – ‘Só tem uma coisa, doutora, a vacina’, diz senador 

O senador Otto Alencar (PSD-BA) continuou suas críticas ao uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. “Só tem uma coisa [que protege as pessoas], doutora, a vacina. A vacina negada permanentemente pelo presidente da República. ‘Vai comprar na casa da sua mãe’. Não é na casa da mãe, é no laboratório. Isso é uma falta de respeito com o povo brasileiro”, disse Alencar. “A gente tem estudos mostrando efeitos antiviral, antiparasitário e antibacteriano. Posso entregar pro senhor”, respondeu Mayra Pinheiro.

12:38 – Otto Alencar critica defesa da cloroquina: ‘Não é antiviral em nenhum estudo sério no mundo’

Em mais de uma ocasião, a secretária Mayra Pinheiro afirmou que a cloroquina é um antiviral e que poderia ser eficaz para o tratamento do coronavírus. “Existe medicação para evitar que uma criança contraia sarampo? Só vacina, né? Paralisia infantil? Só vacina. Varíola, só vacina. H1N1, vacina. Como é que agora inventaram que hidroxicloroquina evita que uma pessoa se contamine [com a Covid-19]? É um absurdo. Dizer que é antiviral, não tem nenhum estudo para comprovar. A não ser o estudo feito sem os protocolos normais para o estudo”, disse Otto Alencar (PSD-BA). “A senhora está consciente de que não foram feitas as quatro fases da cloroquina no combate à Covid-19”, disse o senador à depoente, que concordou. “Não tem nenhum estudo que possa demonstrar que foram feitas as quatro fases. Além disso, todos esses estudos precisam ser acompanhados do ponto de vista farmacológico, farmodinâmico e farmocinético, para saber como a droga desenvolve sua ação no organismo do paciente. Cloroquina não é antiviral em nenhum estudo sério no mundo”, acrescentou Alencar.

12:24 – Omar Aziz rebate publicação de Bolsonaro: ‘Compre vacina, não compre cloroquina’

O presidente da CPI, Omar Aziz, rebateu a publicação feita há pouco pelo presidente Jair Bolsonaro. Em seu perfil no Twitter, o chefe do Executivo citou um projeto de lei apresentado – e já retirado – pelo parlamentar que tipifica o crime de prescrição de medicamento sem comprovação científica para o tratamento de doenças. “Presidente, não perca o seu tempo de postar esse projeto, porque ele foi retirado bem antes de o senhor postar esse texto no Twitter. Perca seu tempo ligando para lideranças políticas internacionais para comprar vacina. Perca seu tempo em salvar vidas. Coloque, dentro do seu Twitter, diga assim: faça o isolamento social, se cuidem, porque essa doença mata. Não critique um simples projeto que já foi retirado, porque, como ser humano e político, naquilo que me equivoco, faço autocrítica. Ainda dá tempo de o senhor fazer autocrítica em relação à vacina. Compre vacina, não compre cloroquina”, disse Aziz.

12:15 – Sessão é suspensa por cinco minutos

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão por 5 minutos.

12:14 – ‘A senhora está prestando um desserviço ao Brasil’, diz senadora 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), representante da bancada feminina, disse que a secretária Mayra Pinheiro “está prestando um desserviço ao Brasil” ao continuar recomendando o uso da cloroquina. O medicamento é comprovadamente ineficaz para o tratamento da Covid-19.

12:06 – Bolsonaro questiona projeto que criminaliza prescrição de medicamento sem comprovação científica para o tratamento de doenças

Enquanto Mayra Pinheiro depõe na CPI da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter questionar um projeto de lei, de autoria do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), que tipifica o crime de prescrição de medicamento sem comprovação científica para o tratamento de doenças. “Médicos podem ser punidos com até 3 anos de detenção caso receitem qualquer remédio sem comprovação científica para aquela doença. Deixe o seu comentário”, escreveu o chefe do Executivo federal.

12:00 – Aziz anuncia que CPI votará convocação de Witzel e Cláudio Castro 

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou, há pouco, que a comissão votará, na sessão desta quarta-feira, 26, os requerimentos de convocação do atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e do ex-governador do Estado, Wilson Witzel, que sofreu impeachment recentemente.

11:58 – ‘Se a senhora tinha a certeza de que o aplicativo salvava vidas, por que não devolveu ele pro ar?’, questiona presidente da CPI 

O senador Omar Aziz questionou a secretária Mayra Pinheiro sobre a decisão de não recolocar o aplicativo “TrateCov” no ar. Mais cedo, ao senador Renan Calheiros, ela disse que a plataforma salvaria vidas. ‘Se a senhora tinha a certeza de que o aplicativo salvava vidas, por que não devolveu ele pro ar? Morreram pessoas na minha cidade”, disse o presidente da CPI, que é do Estado do Amazonas. Aziz foi interrompido pelo senador governista Marcos Rogério (DEM-RO). “Até ontem o senhor era contra o aplicativo”, disse o parlamentar do DEM. “Você não entende ironia, não, rapaz?”, rebateu Aziz.

11:52 – Cloroquina: ‘Mantenho a orientação enquanto médica para que a gente possa usar de todos os recursos’, diz Mayra Pinheiro

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) questionou se Mayra Pinheiro mantém a recomendação do uso da cloroquina, ineficaz para o tratamento da Covid-19. “Mantenho a orientação enquanto médica para que a gente possa usar de todos os recursos”, disse a secretária do Ministério da Saúde.

11:43 – TrateCov foi invadido e usado indevidamente por um jornalista, diz Mayra Pinheiro

A secretária Mayra Pinheiro disse que o aplicativo “TrateCov” foi invadido e usado indevidamente por um jornalista. Segundo a depoente, a plataforma não foi “colocada no ar”. “O que foi apresentado no dia 11 de janeiro foi uma versão prototípica”, explicou. “Não é hackeamento, foi uma extração de dados. O laudo pericial classificou a operação como extração indevida de dados. O que ele [jornalista] fez foram simulações indevidas, fora do contexto epidemiológico”, afirmou.

11:26 – ‘Não interessa ao Brasil o que é o TrateCov’, diz Omar Aziz 

O senador Renan Calheiros questionou se Mayra Pinheiro foi a responsável pela criação do “TrateCov”. “Não posso dizer se sim ou não. Preciso explicar para o Brasil o que é o TrateCov”, disse a secretária. “Não interessa ao Brasil”, interrompeu o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). “Quem criou o aplicativo foram os técnicos da minha secretaria”, acrescentou a servidora do Ministério da Saúde.

11:10 – ‘Não tratei da falta de oxigênio em Manaus’, diz Mayra 

A secretária Mayra Pinheiro afirmou ao relator, Renan Calheiros (MDB-AL), que não tratou da falta de oxigênio em Manaus. A depoente disse não saber quem negociou a chegada do insumo vindo da Venezuela e que não é competência do Ministério da Saúde adquirir o material.

10:58 – Fui escolhida para operação em Manaus para ‘organizar recursos humanos para a Saúde’, diz secretária

Mayra Pinheiro afirmou que foi deslocada a Manaus para “organizar os recursos humanos para a Saúde”. “Fui escolhida porque estou desde o início do governo, sou médica e a secretária mais antiga. No primeiro surto, fui deslocada para estar em Manaus, para organizar os recursos humanos para a Saúde. Um dos motivos [da minha escolha] foi a necessidade primordial de organizar e capacitar os recursos humanos de Manaus”, explicou.

10:50 – Tese da imunidade de rebanho não foi usada pelo Ministério da Saúde

O senador Renan Calheiros mostrou um vídeo no qual Mayra Pinheiro defende a imunidade de rebanhos para crianças, mas ressaltou que a tese não pode ser aplicada “indistintamente”. Questionada pelo relator, a secretária afirmou que nunca discutiu o assunto com o presidente Jair Bolsonaro e que ele não foi aplicado pelo Ministério da Saúde.

10:38 – ‘Se tivéssemos seguido a OMS, teríamos falhado diversas vezes’, afirma Mayra Pinheiro

“O Brasil não é obrigado a seguir a OMS. Se assim tivéssemos feito, teríamos falhado como a OMS falhou diversas vezes”, disse a secretária Mayra Pinheiro. Ela respondeu a uma pergunta do senador Renan Calheiros, que a indagou o motivo de o governo Bolsonaro ter insistido na recomendação da cloroquina mesmo após a Organização Mundial da Saúde atestar a ineficácia do medicamento no tratamento da Covid-19.

10:34 – ‘Nunca recebi ordem sobre uso de medicamentos’, diz Mayra Pinheiro

Respondendo a um questionamento do senador Renan Calheiros, a secretária Mayra Pinheiro afirmou que “nunca” recebeu ordem sobre uso de medicamentos.

10:22 – Senadores governistas protestam contra fala inicial de Renan Calheiros 

Em sua primeira manifestação, o senador Renan Calheiros relembrou o Tribunal de Nuremberg, que julgou membros da Alemanha nazista. Ele foi interrompido pelos senadores governistas Fernando Bezerra (MDB-PE), Marcos Rogério (DEM-RO), Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Luis Carlos Heinze (PP-RS). Em mais de uma ocasião, o filho do presidente da República atacou o relator. “O cara é doente” e “ele é maluco”, disse Flávio.

10:17 – Renan Calheiros inicia seus questionamentos

Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) inicia seus questionamentos.

10:16 – ‘Variante P1 da Covid-19 comportou-se quase como outra doença em Manaus’, diz Mayra Pinheiro

Em sua exposição inicial, a secretária Mayra Pinheiro afirmou que o episódio da crise de oxigênio em Manaus entrou para a sua história pessoal como “um exemplo de luta de homens e mulheres que deixaram para trás as suas famílias, o medo, o conforto de seus lares, para cumprirem a tarefa para qual todos juramos: salvar vidas”. “Só quem esteve lá teve a dimensão do que aconteceu, do que era possível fazer ou não fazer. Manaus nos trouxe a certeza de que para vencermos o nosso maior inimigo, o vírus, que se mostrou mais agressivo na forma de uma variante, a P1, precisaríamos, com muita urgência, de mais e maiores medidas de proteção individual, vacinas de alta eficácia e de medicamentos que pudessem tratar os que adoecem e adoeciam, a despeito das medidas de prevenção. A nova variante, a P1, comportou-se quase como outra doença do ponto de vista clínica e de desfecho. Precisávamos de todas as medidas seguras para poder reduzir o caos que ali estavam instalados”, afirmou.

09:57 – Mayra Pinheiro faz sua exposição inicial 

A secretária da CPI da Covid-19 se diz “honrada” em comparecer ao Senado. Ela terá até 15 minutos para sua exposição inicial. A servidora afirmou que foi a primeira médica a tratar pacientes com o coronavírus com as “medicações disponíveis aos primeiros sintomas, como deve ser todo tratamento”.

09:53 – CPI já recebeu 100 gigabytes de informações sigilosas, diz Omar Aziz 

Omar Aziz afirmou que a CPI da Covid-19 já recebeu mais de 300 gigabytes de informações, sendo ao menos 100GB de documentos sigilosos.

09:45 – Omar Aziz abre a sessão 

Presidente da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD-AM) abriu a sessão desta terça-feira. Será ouvida a secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro.