Aras se descontrola e bate boca com colega em reunião do Conselho Superior da PGR

Chefe do Ministério Público Federal discute e quase chega a briga física com subprocurador-geral da República Nívio de Freitas

  • Por Jovem Pan
  • 24/05/2022 18h02
Reprodução / Youtube / Canal MPF Augusto Aras com o dedo em riste durante sessão do Conselho Superior da PGR Augusto Aras se irritou com subprocurador-geral da Repúblico Nívio de Freitas

Em uma sessão do Conselho Superior da Procuradoria-Geral da República (PGR) na tarde desta terça, 24, Augusto Aras, titular da PGR, bateu boca com o colega Nívio de Freitas. Aras chegou a se levantar do lugar em que estava, mas não chegou às vias de fato com Freitas por ter sido impedido por outros subprocuradores-gerais presentes da sessão, que discutia a eleição de membros para as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. Freitas discordou das regras estipuladas por Aras para a votação e interrompe fala de outro subprocurador, Nicolao Dino, o que Aras reclama.

“Eu gostaria que Vossa Excelência respeitasse a direção dos trabalhos. Conselheiro Nicolao [Dino] está falando e eu estou ouvindo. Respeite a direção dos trabalhos”, pediu o PGR, interrompendo Freitas e apontando o dedo em sua direção. Dino, então, pede a palavra, e Aras lhe responde: “Pode [opinar], eu só não posso admitir aqui essa bagunça que o colega…”. Freitas, então, interrompe o PGR; “Bagunça, mas Vossa Excelência também interferiu quando o colega estava falando. Então, se Vossa Excelência quer respeito, me respeite também”, disse, exaltado. Aras, então, se descontrola: “Vossa Excelência não é digno de respeito. Vossa Excelência não é digno de respeito”. Em seguida, o PGR se levanta da cadeira e vai na direção de Nívio de Freitas, e é possível ver outros participantes da sessão se levantando e correndo para evitar uma briga física. A transmissão do MPF foi cortada, mas é possível ouvir ao fundo a voz do subprocurador: “Não chegue perto de mim!”. A vice-PGR Lindôra Araújo, aliada de Aras, diz que “não há necessidade de violência na sessão”. Depois do episódio, todos se sentaram e o debate foi retomado. Confira o vídeo.