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Bancada ruralista pede cautela e diplomacia após tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil

Frente Parlamentar da Agropecuária afirma que medida afeta diretamente o agronegócio nacional e cobra atuação estratégica do governo brasileiro

Uanabia Mariano

Trump no G7 no Canada
Trump no G7 no Canada EFE/EPA/LUDOVIC MARIN / POOL

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), conhecida como bancada ruralista no Congresso Nacional, manifestou preocupação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de cinquenta por cento sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA a partir de primeiro de agosto. A medida foi anunciada por meio de uma carta oficial enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump também criticou duramente a atuação das instituições brasileiras em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, dia nove, a bancada considerou a medida um “alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países” e alertou para os impactos diretos sobre o agronegócio nacional, especialmente em relação ao câmbio, ao custo de insumos importados e à competitividade das exportações brasileiras. “É momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações”, defendeu a FPA, ao pedir uma resposta firme, porém estratégica, por parte do governo federal.

Impactos no campo e no comércio exterior

A bancada ruralista reforçou a necessidade de preservar o diálogo diplomático e de fortalecer as tratativas bilaterais com os Estados Unidos. Para os parlamentares, o Brasil não pode se isolar diante das ameaças comerciais, e a resposta deve priorizar o equilíbrio institucional e a proteção dos interesses do setor produtivo nacional. “A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, finalizou a nota.

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Entenda o caso

Na carta enviada a Lula, Trump justifica a elevação das tarifas como resposta a supostos ataques à liberdade de expressão de empresas americanas no Brasil e à forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo tratado pela Justiça brasileira. Ele também menciona supostas ordens de censura impostas pelo STF a plataformas digitais norte-americanas, classificando-as como “secretas e ilegais”.

Trump ainda criticou a balança comercial entre os dois países, afirmando que a relação “está longe de ser recíproca” e que o Brasil impõe barreiras tarifárias e não tarifárias que desequilibram o comércio bilateral. Segundo ele, as tarifas poderão ser revistas caso o Brasil abra seu mercado e modifique políticas consideradas “injustas”. A carta termina com tom de alerta: “Essas tarifas podem ser modificadas, para mais ou para menos, dependendo da nossa relação com o seu país”.

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