Eduardo Leite anuncia pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul
O ex-governador Eduardo Leite (PSDB-RS) anunciou nesta segunda-feira, 13, que vai disputar novamente o governo do Estado do Rio Grande do Sul, cargo que deixou há pouco mais de dois meses. O anúncio da sua pré-candidatura aconteceu quase ao mesmo tempo do comunicado da despedida temporária do ex-governador João Doria (PSDB) da política. Os dois tinham sonhos mais altos: miravam a Presidência da República e disputaram uma eleição interna em busca da benção dos tucanos. Doria venceu o colega gaúcho, mas retirou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto após ser alvo de fritura de correligionários, que rejeitavam sua postulação. Depois de renunciar ao comando do Palácio do Piratini e passar o mandato para Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), Leite volta a focar em seu berço eleitoral.
“Comecei a amadurecer a possibilidade de disputar um novo mandato em janeiro deste ano, a partir de conversas que mostravam a dificuldade de mantermos nossa base unida em torno de outra candidatura. A própria imprensa noticiou apelos de lideranças políticas, sociais e empresariais pedindo para que eu reconsiderasse minha decisão de não disputar a reeleição”, disse Leite durante coletiva de imprensa. Além de Ranolfo, também esteve presente no anúncio o deputado federal Lucas Redecker (PSDB-RS), aliado de Leite e entusiasta de sua candidatura presidencial. “Sempre ressaltei que abriria mão de concorrer à reeleição caso houvesse a confirmação da candidatura do Eduardo. Agora, portanto, eu reforço o meu total apoio a ele nas eleições deste ano”, declarou Ranolfo, diante das especulações de uma possível insatisfação com as mudanças dos planos. “Quando assumi o governo, no dia 31 de março, meu objetivo principal sempre foi dar continuidade a esse projeto de gestão, sem vaidades pessoais, colocando os interesses do Estado acima de tudo”, acrescentou.
O anúncio de Leite foi feito em meio às tratativas do PSDB com o MDB de olho na eleição nacional. Os tucanos declararam apoio à pré-candidatura presidencial da senadora Simone Tebet (MDB-MS), escolhida pelos partidos do chamado “centro democrático” – MDB, PSDB e Cidadania. Como a Jovem Pan mostrou, os tucanos exigiram que os emedebistas cedessem a cabeça de chapa e apoiassem os nomes do PSDB aos governos de dois Estados: Rio Grande do Sul e Pernambuco. Em solo gaúcho, o deputado estadual Gabriel Souza havia apresentado seu nome para a eleição local. Nos últimos dias, líderes do MDB envolvidos nas negociações vinham dizendo, nos bastidores, que Eduardo Leite deveria formalizar sua pré-candidatura para que o acordo pudesse avançar.
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