Moro diz que apresentará projeto contra reeleição e foro privilegiado caso seja eleito

Ex-ministro ainda comentou sobre a possibilidade de estender o mandato de presidente da República de quatro para cinco anos

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2022 13h34 - Atualizado em 22/02/2022 13h36
BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO - 18/02/2022 Sergio Moro falando ao microfone para uma plateia Sergio Moro é pré-candidato à presidência da República pelo Podemos

O ex-juiz Sergio Moro (Podemos), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira, 22, que, caso seja eleito, apresentará duas propostas: uma para pôr fim à reeleição e outra para acabar com o foro privilegiado. Em evento do banco BTG Pactual, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública defendeu um “pacote ético” para acabar com os privilégios políticos. O pré-candidato ao Palácio do Planalto atribui à reeleição o fato de reformas estruturais não avançarem no Congresso Nacional. “Precisamos fazer também uma reforma ética, um pacote ético. Como eu disse, as democracias modernas são fundadas em uma ideia de igualdade, não de privilégio. Boa parte da nossa incapacidade de ter crescimento sustentável e inclusivo é do fato de que nós construímos um sistema de privilégios. Ele se apresenta em vários aspectos dentro da nossa vida social e pública. Nós temos que começar a cortar os privilégios lá de cima”, iniciou Moro

“Duas coisas que a gente quer fazer, que é aquele compromisso escrito na pedra: fim da reeleição para presidente da República, que é até uma forma de você facilitar a aprovação das outras reformas. O que a gente vê isso na prática é que muitas vezes o Congresso resiste a aprovar reformas que são necessárias com receio de que aquilo possa potencializar a reeleição de um candidato que está no exercício do poder”, justificou o ex-juiz, que quer que a medida seja válida para o mandatário que assumir em 2023. “A outra proposta: Vamos acabar com foro privilegiado para todo mundo, inclusive para o presidente da República. Eu sei que as vezes existem problemas, que existem excessos, mas estes problemas não justificam o privilégio. O foro privilegiado tem servido como uma blindagem para gente que faz coisa errada”, defendeu. O ex-ministro ainda comentou sobre a possibilidade de estender o mandato de presidente da República para cinco anos, mas afirmou que seu foco inicial será em acabar com a reeleição. “Não vamos contaminar o debate”, disse.