Doria e Tebet se reúnem para discutir entrada de Bivar na corrida presidencial

Encontro também vem na esteira do jantar entre Lula e caciques do MDB que o apoiam; evento contou com a presença do ex-presidente Michel Temer e do governador de SP, Rodrigo Garcia

  • Por Jovem Pan
  • 13/04/2022 13h14 - Atualizado em 14/04/2022 13h59
MISTER SHADOW/ASI/DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) João Doria é o pré-candidato do PSBD, enquanto Simone Tebet foi lançada pelo MDB

Os pré-candidatos à Presidência da República João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) se reuniram na noite de terça-feira, 12, na casa do Caco Alzugaray, dono da Editora Três e da ISTOÉ, em São Paulo. Além dos presidenciáveis, o encontro contou com a presença do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB). Segundo interlocutores próximos a Temer, a reunião já estava agendada visando discutir o cenário da chamada “terceira via” após a saída do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil). O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública era pré-candidato pelo Podemos, mas retirou sua postulação para se filiar ao União Brasil.

Na tarde desta terça-feira, Moro recebeu um “balde de água fria” do novo partido, que indicou o nome do presidente da legenda, Luciano Bivar, para disputar o Palácio do Planalto. Durante o anúncio, líder do partido na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (BA), afirmou que Bivar não é apenas qualificado para liderar a legenda, mas “todo o centro democrático”. O União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania, porém, costuram um acordo para o lançamento de uma candidatura única no dia 18 de maio. Assim, durante o encontro, Doria, Tebet, Temer e Garcia aproveitaram para se debruçar sobre a entrada de Bivar no tabuleiro.

A reunião também veio na esteira do jantar entre Lula e caciques do MDB que apoiam a candidatura do petista. O encontro foi visto como uma tentativa de limar a postulação de Tebet, vista por alguns filiados como um “suicídio político”. Eles acreditam que a candidatura da senadora não deve decolar nas pesquisas e que a insistência em um nome pouco conhecido pode resultar em uma redução ainda maior da bancada da legenda na Câmara dos Deputados. Nas eleições presidenciais de 2018, Henrique Meirelles, postulante do MDB ao Palácio do Planalto, obteve apenas 1,20% dos votos, terminando a disputa em sétimo lugar. A consequência para a sigla foi desastrosa: o MDB perdeu 50% da sua bancada na Casa. Sendo assim, para alguns emedebistas, apoiar Lula trará mais benefícios do que seguir com Tebet e a terceira via.