Vice-governador da Bahia rompe com PT e entrega secretarias ocupadas pelo PP

Legenda do Centrão desembarca do governo em razão de imbróglio na sucessão de Rui Costa; João Leão deve se aliar com ACM Neto, do União Brasil, pré-candidato ao Palácio de Ondina

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2022 17h33
Reprodução/Facebook/João Leão O vice-governador da Bahia, João Leite, com máscara branca Além de vice-governador, João Leão era secretário do Planejamento no governo de Rui Costa

O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), anunciou nesta segunda-feira, 14, ao governador Rui Costa (PT) o rompimento do Progressistas (PP) com o Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado. Leão entregou as três secretarias que eram comandadas pela legenda. Além do vice, que sairá da Secretaria de Planejamento, Nelson Leal deixará a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e Leonardo Góes, a pasta de Infraestrutura Hídrica e Saneamento. O crise entre as siglas é um consequência do imbróglio no processo de sucessão de Rui Costa, que completa o segundo mandato à frente do Estado. O atrito começou após Costa desistir de deixar o cargo em abril para disputar uma cadeira no Senado – neste cenário, Leão comandaria a Bahia até o final do ano, em um mandato tampão.

Nesta segunda-feira, o vice-governador consagrou o divórcio e anunciou que o PP deixará a base do governo petista. “Eu, João Felipe Souza Leão, secretário de Planejamento do Estado da Bahia, venho solicitar a V. Exa. que se digne a conceder-me exoneração do cargo que exerci com abnegação, lealdade e parceria, pautado nas diretrizes do serviço público estadual que cuida de pessoas”, iniciou Leão em seu pedido. Seguindo ele, o afastamento ocorre em razão do afastamento do Partido Progressistas da base aliada, “pelas razões já explicitadas e do conhecimento” de Costa. A expectativa é que Leão entre na chapa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil). O apoio do vice-governador a Neto, líder nas pesquisas de intenção de voto, pode ser o suficiente para acabar com a hegemonia do PT em um dos maiores colégios eleitorais do país – os petistas administram o Estado desde 2006, quando o próprio Wagner venceu o candidato do então PFL e impôs uma derrota ao carlismo.