Flávio Bolsonaro se tornou o candidato do mercado
O mercado financeiro torce por Flávio menos por questões ideológicas, e mais por pragmatismo econômico
Não faz muito tempo que o Ibovespa caiu fortemente após o senador Flávio Bolsonaro anunciar a candidatura dele para a presidência da República. O mercado reagiu mal, entendendo que, com ele, a chance de derrotar Lula seria menor em relação a Tarcísio de Freitas como candidato presidenciável.
No entanto, por reviravoltas na política, Tarcísio disputará a reeleição para o estado de São de Paulo. Com a ausência do governador no pleito presidencial, Flávio Bolsonaro se tornou a opção mais favorável e preferida do mercado para derrotar Lula.
A forte alta do Ibovespa no dia de ontem (11), impulsionada pela pesquisa Genial/Quaest trazendo uma redução da diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula, não deixa dúvidas de que o senador se tornou a opção preferida do mercado.
O mercado financeiro torce por Flávio menos por questões ideológicas, e mais por pragmatismo econômico. Na verdade, investidores, analistas e economistas querem algum tipo de mudança na condução da política fiscal.
A aposta é que, com Lula, a política econômica não mudaria, levando a uma trajetória explosiva da dívida pública. Em sentido oposto, com Bolsonaro, seria possível algum tipo de ajuste fiscal, capaz de estancar o crescimento da dívida, que já se encontra em patamar perigoso.
A pesquisa de ontem também inaugura um movimento antecipado nesta coluna: as cotações da bolsa, do dólar e dos juros futuros vão ser impactadas por pesquisas eleitorais, lembrando o ano de 2014. Naquela época, quando Dilma subia nas pesquisas, o mercado reagia mal. Em sentido oposto, quando Aécio aumentava o percentual de votos, a bolsa subia e o dólar caía.
A diferença é que agora Lula fará o papel de Dilma e Flávio Bolsonaro de Aécio Neves.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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