Juíza encerra investigação contra Felipe Neto por chamar Bolsonaro de ‘genocida’

Para a magistrada, o youtuber manifestou sua ‘indignação’ dentro dos limites da liberdade de expressão; ‘Gostaria de dedicar essa vitória ao Carluxo’, disse o influencer nas redes sociais

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2021 20h01 - Atualizado em 12/05/2021 20h36
Imagem: Reprodução/Instagram @felipenetoCom base na Lei de Segurança Nacional, Felipe Neto estava sendo investigado por chamar o presidente de "genocida"

O inquérito contra o youtuber Felipe Neto, instaurado para apurar suas críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi encerrado nesta quarta-feira, 12. A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal do Rio, tomou a decisão após o Ministério Público do Rio de Janeiro se manifestar pelo arquivamento da investigação. Segundo ela, o influenciador manifestou sua “indignação” com o governo federal respeitando os limites da liberdade de expressão. Com base na Lei de Segurança Nacional, Felipe Neto estava sendo investigado por chamar o presidente de “genocida” pela gestão da pandemia de Covid-19.

“Vitória oficial! Acabou! A Justiça arquivou a investigação contra a minha pessoa por ter chamado o presidente de genocida. Gostaria de dedicar essa vitória ao Carluxo pois não seria possível sem ele. Grande beijo”, comemorou o youtuber no Twitter. Na decisão, a juíza ainda apontou que não caberia ao delegado da Polícia Civil do Rio, Pablo Dacosta Sartori, conduzir o caso e ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, pedir a abertura do inquérito. “A VPI em tela foi instaurada por iniciativa de Carlos Nantes Bolsonaro, que não integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça, evidenciando-se, assim, a ausência de condição de procedibilidade necessária para a instauração do procedimento investigatório sob exame”, analisou a juíza.