Lula diz que está ‘proibido ter novas ideias’ e que propostas serão do governo, não de ministros

Durante encontro com ministros, presidente afirmou que deseja traçar todas as propostas a serem realizadas até o fim de seu mandato e a única inclusão que pode ser feita é a de criação de novas escolas

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2023 12h40 - Atualizado em 15/06/2023 13h08
EFE/Andre Borges Lula Lula afirmou que gestão irá prestar contas sobre as políticas que estão sendo realizadas a cada dois meses

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não há mais espaço para incluir novas ideias em seu plano de governo. Durante reunião ministerial realizada nesta quinta-feira, 15, o petista disse que deseja que a gestão tenha, no papel e na cabeça, traçados todos os planos que pretendem realizar até 31 de dezembro de 2026, quando acaba seu mandato. “Vocês sabem que, daqui para frente, a gente vai ser proibido de ter novas ideias. A gente vai ter que cumprir aquilo que a gente já teve capacidade de propor até agora. A única coisa que pode mudar é a criação de escolas porque, cada vez que uma pessoa pedir uma escola, eu vou dizer que a gente vai fazer”, declarou. Ele também defendeu que não haverá políticas de cada ministro, e sim propostas de governo, alinhadas com os ideias da gestão. “Vocês estão lembrados que, na primeira reunião, eu disse: neste governo não haverá política de ministro. Isso é um governo e as políticas todas serão de governo. Por isso, os ministros não podem apresentar propostas e começar a fazê-las sem discutir com a Casa Civil, sem transformar isso em uma política de governo. É assim que tem que ser e é assim que funciona um governo sério. Não é a política de cada ministro, é a política do governo do qual nós fazemos parte”, discursou. Lula afirmou que gestão irá prestar contas à população brasileira e à imprensa sobre as políticas que estão sendo realizadas a cada dois meses. “Nada será escondido. Nenhuma dificuldade será escondida. Nenhum problema será escondido. Tudo aquilo que a gente fizer, a gente quer tornar público”, reforçou.

 

 

 

 

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