Lula diz que se encontrará com Trump em março nos EUA

Presidente defende pragmatismo na relação entre as ‘duas maiores democracias do Ocidente’ e oferece cooperação no combate ao crime organizado

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2026 12h16 - Atualizado em 05/02/2026 12h30
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Ricardo Stuckert/PR "Muito coisa boa resultará desta parceria", diz Trump sobre Lula Lula diz que se encontrará com Trump em março nos EUA

O presidente Lula (PT) confirmou que viajará a Washington na primeira semana de março para se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump. A data foi anunciada em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (5).  O republicano havia convidado o petista durante uma ligação telefônica ocorrida no final de janeiro.

“Somos presidentes das duas maiores democracias do Ocidente. […] Temos que olhar olho no olho e vamos trabalhar juntos”, disse o petista.

A confirmação da viagem acontece após uma conversa “amigável” entre os líderes no dia 26 de janeiro. Segundo o Palácio do Planalto, eles saudaram o bom momento da relação bilateral.

A agenda em Washington deve aprofundar temas já abordados ao telefone, como a cooperação no combate ao crime organizado. “Se [Trump] quiser combater o crime organizado, o Brasil está aqui”, reiterou Lula na entrevista nesta quinta, uma proposta que, segundo fontes do governo, foi “bem recebida” pelo americano.

‘Conselho da Paz’

A reunião servirá também para debater o Conselho da Paz, iniciativa lançada por Trump no Fórum Econômico Mundial, na Suíça. Enquanto o americano sugeriu um escopo global para o grupo, Lula defende um foco em Gaza: “Se o conselho for para cuidar de Gaza, o Brasil tem todo interesse em participar”, afirmou ao UOL.

O presidente brasileiro, contudo, impôs condições e criticou a falta de representatividade na proposta. “É muito estranho que não tenha um palestino na direção do conselho. A proposta é mais um resort do que cuidar de Gaza”, disse.

Outro ponto na mesa será a Venezuela. O cenário mudou após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA no início do ano. Lula declarou que a principal preocupação não é no retorno do ditador. “A preocupação principal não é a volta do Maduro. É saber se há como fortalecer a democracia na Venezuela. Quem vai resolver o problema da Venezuela são os venezuelanos”.

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