Marginais em gabinetes visam roubar nossa liberdade, diz Bolsonaro

Presidente afirmou que inimigos ‘fustigam as pessoas de bem’ e que as Forças Armadas ‘não vão deixar que isso aconteça’

  • Por Jovem Pan
  • 13/05/2022 16h43 - Atualizado em 13/05/2022 16h46
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Jair Bolsonaro Presidente Jair Bolsonaro discursou na formatura de PMs

Em uma crítica indireta ao Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 13, que “marginais em gabinetes com ar-condicionado” tentam roubar a liberdade no Brasil. O chefe do Executivo discursou na formatura da Polícia Militar de São Paulo, na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na capital. “Nós, pessoas de bem, civis e militares, precisamos de todos para garantir a nossa liberdade, porque os marginais do passado hoje usam de outras armas, também em gabinetes com ar-condicionado, visando roubar a nossa liberdade”, declarou. Bolsonaro disse ainda que muitas vezes o inimigo não está “nas vielas ou no topo de um morro”, mas nos gabinetes. “Começam roubando a nossa liberdade de expressão, começam fustigando as pessoas de bem, fazendo com que elas desistam de seu propósito. Nós, Forças Armadas e auxiliares, não deixaremos que isso aconteça”, acrescentou.

As declarações de Bolsonaro ocorrem em um momento de tensão com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF). As instituições defendem a legitimidade do sistema eleitoral, constantemente questionado pelo presidente da República. Nesta quinta-feira, o presidente do TSE, Edson Fachin, afirmou que quem trata de eleições são “forças desarmadas” e “nada e nem ninguém” vai interferir no processo. Bolsonaro, por sua vez, rebateu o ministro e negou que os militares queiram interferir no pleito. “Enquanto a portaria está em vigor, as Forças Armadas foram convidadas [a participar das eleições]. Eu, como chefe supremo das Forças Armadas, determinei que prossigam nessa missão. Não existe interferência, ninguém quer atacar as urnas eletrônicas, atacar a democracia, nada disso”, disse.