Pfizer ofereceu 1,5 milhão de doses em 2020; veja detalhes das propostas

Em seu depoimento à CPI da Covid-19, ex-presidente da farmacêutica no Brasil afirmou que empresa formalizou três propostas ao governo Bolsonaro, todas ignoradas

  • Por Jovem Pan
  • 13/05/2021 11h50 - Atualizado em 13/05/2021 16h29
Jefferson Rudy/Agência SenadoDepoimento de Carlos Murillo é o terceiro da segunda semana de trabalhos da CPI da Covid-19

Em seu depoimento à CPI da Covid-19, o ex-presidente da Pfizer no Brasil Carlos Murillo deu detalhes das propostas feitas pela farmacêutica ao país em agosto do ano passado. De acordo com o depoente, foram feitas três ofertas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, todas ignoradas pelas autoridades brasileiras. A empresa norte-americana ofereceu 1,5 milhão de doses, que seriam entregues ainda em 2020. “Em uma reunião de 6 de agosto, o ministério [da Saúde] manifestou possível interesse na nossa vacina e com isso nós oferecemos, no dia 14 de agosto, nossa primeira oferta, que era uma oferta vinculante. Essa oferta era, na verdade, duas ofertas. Vou explicar, porque era exatamente a mesma oferta, mesmas condições, mesmo preço, mas uma era de 30 milhões de doses e a outra de 70 milhões de doses. Essa oferta tinha o possível cronograma de entrega durante o final de 2020 e 2021”, disse Murillo aos senadores.

De acordo com o ex-presidente da Pfizer no Brasil, a oferta vinculante tinha validade de 15 dias. Apesar da recusa, a Pfizer fez uma atualização no dia 11 de novembro – desta vez, as primeiras vacinas seriam enviadas apenas no primeiro trimestre de 2021. Neste caso, o cronograma previa a entrega de 2 milhões de doses nos três primeiros meses de 2021; 6,5 milhões no segundo trimestre; 32 milhões no terceiro trimestre; 29 milhões no último trimestre deste ano.

Confira abaixo os detalhes das propostas feitas pela Pfizer ao Brasil: 

Primeira oferta (30 milhões)

  • Em 2020: 500 mil de doses
  • Primeiro trimestre de 2021: 1,5 milhão de doses
  • Segundo trimestre de 2021: 5 milhões de doses
  • Terceiro trimestre de 2021: 14 milhões de doses
  • Quarto trimestre de 2021: 9 milhões

Primeira oferta (70 milhões)

  • Em 2020: 500 mil de doses
  • Primeiro trimestre de 2021: 1,5 milhão de doses
  • Segundo trimestre de 2021: 5 milhões de doses
  • Terceiro trimestre de 2021: 33 milhões de doses
  • Quarto trimestre de 2021: 30 milhões

Segunda oferta (30 milhões)

  • Em 2020: 1,5 milhão de doses
  • Primeiro trimestre de 2021: 1,5 milhão de doses
  • Segundo trimestre de 2021: 5 milhões de doses
  • Terceiro trimestre de 2021: 14 milhões de doses
  • Quarto trimestre de 2021: 8 milhões

Segunda oferta (70 milhões)

  • Em 2020: 1,5 milhão de doses
  • Primeiro trimestre de 2021: 1,5 milhão de doses
  • Segundo trimestre de 2021: 5 milhões de doses
  • Terceiro trimestre de 2021: 33 milhões de doses
  • Quarto trimestre de 2021: 29 milhões

Terceira oferta (30 milhões) 

  • Em 2020: 1,5 milhão de doses
  • Primeiro trimestre de 2021: 2,5 milhões de doses
  • Segundo trimestre de 2021: 8 milhões de doses
  • Terceiro trimestre de 2021: 10 milhões de doses
  • Quarto trimestre de 2021: 8 milhões

Terceira oferta (70 milhões)

  • Em 2020: 1,5 milhão de doses
  • Primeiro trimestre de 2021: 3 milhões de doses
  • Segundo trimestre de 2021: 14 milhões de doses
  • Terceiro trimestre de 2021: 26,5 milhões de doses
  • Quarto trimestre de 2021: 25 milhões