Ministros do STF se manifestam após declarações de Monark sobre nazismo

Membros da Corte prestaram solidariedade à comunidade judaica; Associação Nacional dos Procuradores da República também condenou as falas do apresentador

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2022 16h35 - Atualizado em 08/02/2022 18h42
Carlos Moura /SCO/STF O ministro da STF, Gilmar Mendes Gilmar Mendes prestou solidariedade à comunidade judaica

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi às redes sociais nesta terça-feira, 8, e condenou as falas do apresentador Bruno Aiub, o Monark, do podcast “Flow”. “Qualquer apologia ao nazismo é criminosa, execrável e obscena. O discurso do ódio contraria os valores fundantes da democracia constitucional brasileira. Minha solidariedade à comunidade judaica”, escreveu o ministro. Durante o programa desta segunda-feira, Monark defendeu a criação de um partido nazista e disse que “se o cara quer ser antijudeu, acho que ele tem o direito de ser”. “A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical. As duas tinham que ter espaço, na minha opinião. Eu sou mais louco que todos vocês. Acho que tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei”, declarou.

Após a repercussão negativa e a perda de patrocinadores, o apresentador pediu desculpas e afirmou que estava bêbado durante a gravação. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também repudiou as declarações e ressaltou que o direito à liberdade de expressão não é absoluto. “Ainda mais quando o objetivo do discurso é pregar a inferiorização ou exclusão de outras pessoas. Repudiar o nazismo é uma tarefa permanente, que deve ser reiterada todos os dias”, declarou. Horas depois, o também ministro da Corte Alexandre de Moraes se manifestou, dizendo que “o direito fundamental à liberdade de expressão não autoriza a abominável e criminosa apologia ao nazismo”