Renan Calheiros defende federação do MDB com o União Brasil e fala em ‘contraposição ao Centrão’ no Legislativo

À Jovem Pan, senador também comentou sobre a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência e a possibilidade da sigla apoiar o ex-presidente Lula ainda no primeiro turno da eleição presidencial

  • Por André Siqueira
  • 15/02/2022 14h20 - Atualizado em 15/02/2022 14h20
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Renan Calheiros concede entrevista após sessão da CPI da Covid-19 Senador se diz um 'entusiasta' da candidatura própria, mas defende que sigla rediscuta posição caso postulação não se mostre competitiva

Expoente do MDB, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) defende que a sua legenda componha com outros partidos de centro uma federação partidária. Na avaliação do parlamentar, os blocos partidários poderão atuar em “contraposição” às siglas do Centrão, bloco formado pelo Progressistas (PP), PL e Republicanos, que já integraram a base de apoio de diversos governos e dão sustentação à gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). O MDB negocia a formação de uma federação com PSDB e União Brasil. Na tarde desta terça-feira, 15, os presidentes das três agremiações irão se reunir, em Brasília, para tratar sobre o assunto. Caso a composição não ocorra, integrantes das três legendas falam em construir um “pacto” por uma candidatura única à Presidência da República.

“Defendo, sim, uma federação entre partidos de centro em contraposição ao Centrão, que vem trabalhando para deformar a representação popular através de expedientes inconstitucionais como o orçamento secreto”, disse Renan Calheiros à Jovem Pan. O senador, que já presidiu o Senado em três oportunidades, se diz um “entusiasta” da ideia candidatura própria do MDB, representada no pleito deste ano pela postulação da senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ele argumenta, porém, que o partido rediscuta a ideia caso o nome de Tebet não decole nas pesquisas. Levantamento da Genial/Quaest divulgado na quarta-feira, 9, aponta a senadora com 1%  das intenções de voto. “Sempre fui entusiasta [da candidatura própria], mas se ela não se mostrar competitiva devemos, democrática e respeitosamente, rediscutir. Eu defendo o apoio ao ex-presidente Lula já no primeiro turno caso as pesquisas não se alterem”, afirmou à reportagem. Questionado sobre a chance do ex-juiz Sergio Moro, pré-candidato do Podemos à Presidência, se viabilizar, Renan foi taxativo: “A candidatura Moro está expressa nos números das pesquisas; inexiste”.