Renan Calheiros diz que Galípolo fornecerá todas as informações sobre o Banco Master
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que também é presidente da Comissão de Assuntos Econômico (CAE), e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estiveram juntos nesta quarta-feira (4) para uma reunião sobre o Banco Master. Após o encontro, o senador afirmou que Galípolo vai fornecer todas as informações sobre o caso do Banco Master.
“Vamos solicitar informações sobre o Master, inclusive sigilosas. Se houver necessidade de quebrar o sigilo, nós vamos a plenário”, disse Renan após se reunir com Galípolo e demais diretores no prédio do Banco Central, em Brasília. “O Galípolo, foi solicito, ele se convenceu que o papel da Comissão é fortalecer o Banco Central, apoiar a liquidação do Master e investigar para responsabilizar essas pessoas para que este tipo de crime não volte a existir no Brasil”, disse.
Calheiros também deixou claro que não vão inverter a lógica e mudar a legislação sem responsabilizar aqueles que descumpriram as leis já existentes antes das respostas necessárias vindas das autoridades. “A sociedade brasileira cobra muitas respostas, e elas devem ser dadas pelo Banco Central, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas”, afirmou o senador.
Próximo passos
Na próxima semana, o presidente da CAE contou que vai se encontrar com o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, e também o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. A reunião deve ser marcada por um pedido de suporte nas investigações do caso Master vindo das instituições que representam.
Ele esclareceu também que o trabalho da CAE com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) são trabalhos complementares e que a CAE não é contra a instalação das CPIs.
Caso Master
As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira, dia 15 de janeiro, revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.
O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o Banco Central e a PF.
“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o Banco Central em nota na época.
De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
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