‘Se não tivermos voto impresso em 2022, nós vamos ter problema pior que os EUA’, diz Bolsonaro após invasão ao Capitólio

Presidente afirmou que ‘ninguém pode negar’ irregularidades na eleição presidencial norte-americana; segundo ele, ‘falta de confiança no pleito’ motivou ataque ao Congresso

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2021 11h36 - Atualizado em 07/01/2021 11h54
ÉRICA MARTIN/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO - 18/12/2020 O presidente Jair Bolsonaro defende a volta do voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira, 7, que se o voto impresso não for instaurado para as eleições presidenciais em 2020, o Brasil terá “um problema pior que do os Estados Unidos”. O presidente se refere à invasão ao Capitólio, sede do poder legislativo norte-americano, na quarta-feira, 6, por centenas de apoiadores do atual presidente Donald Trump que não reconhecem a vitória do democrata Joe Biden no pleito. De acordo com a imprensa local, pelo menos quatro pessoas morreram e 52 foram presas por “incidentes violentos”. Segundo Bolsonaro, a “falta de confiança no voto” foi responsável pelo ataque ao Congresso americano. Em conversa com os apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada, o chefe do Executivo criticou o bloqueio que Donald Trump recebeu nas redes sociais. “Ontem, nos Estados Unidos, bloquearam o Trump nas mídias sociais. Um presidente eleito, ainda presidente, tem suas mídias bloqueadas”, disse.

“O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente, qual foi o problema, a causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto. Lá o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da ‘tal’ da pandemia.  Houve gente que votou três, quatros vezes. Mortos votaram. Foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí. E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa”, argumentou o presidente. Bolsonaro afirmou que só foi eleito em 2018 porque teve muitos votos. “A fraude existe”, disse sem apresentar provas que sustentem suas alegações. “Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos”, afirmou. Sobre 2022, o chefe do Executivo desconversou sobre candidatura à reeleição. “Não estou falando que vou ser candidato e que vou disputar as eleições”, declarou.