Senado adia votação da PEC que impõe estado de emergência e cria voucher caminhoneiro

Proposta também amplia pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e quer zerar fila de espera; entre governistas, expectativa é de aprovação unânime nesta quinta, 30

  • Por Jovem Pan
  • 29/06/2022 20h14 - Atualizado em 29/06/2022 20h51
Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 12/08/2021 Vista de cima do plenário do Senado, com oito pessoas dentro A apreciação da proposta deve acontecer no início da sessão deliberativa desta quinta

O Senado Federal adiou a votação da chamada PEC das Bondades, relata pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). A expectativa inicial era que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), antes conhecida como PEC dos Combustíveis, fosse votada em sessão deliberativa desta quarta-feira, 29. No entanto, após pedidos de lideranças, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, concordou com a postergação da votação por mais uma dia. O objetivo é que os senadores tenham mais tempo para avaliar o texto e propor possíveis alterações. A apreciação da proposta deve acontecer no início da sessão deliberativa desta quinta, 28, às 16 horas. Entre os governistas, a expectativa é de aprovação unânime.

O texto em discussão cria uma série de benefícios e programas sociais. Entre outros pontos, o texto concede um voucher de R$ 1 mil a caminhoneiros autônomos e amplia o pagamento mensal do Auxílio Brasil de R$ 400 a R$ 600. Além disso, a PEC em discussão também contempla a elevação de R$ 53 do vale-gás por bimestre para 5,6 milhões de lares, destina R$ 2,5 bilhões para subsídio à gratuidade do transporte coletivo para idosos e inclui compensação de até R$ 3,8 bilhões os Estados para garantir, por meio de créditos tributários, a competitividade tributária entre o etanol e a gasolina. Para que isso seja possível, o projeto reconhece o estado de emergência, autorizando a criação e o aumento de programas sociais em ano eleitoral.