Sergio Moro e Deltan Dallagnol criticam escolha de Lewandowski para o Ministério da Justiça
O ex-juiz Sergio Moro e o ex-deputado Deltan Dallagnol fizeram críticas à escolha do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski para o cargo de ministro da Justiça no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro ironizou a nomeação, afirmando que aceitar o cargo em um ministério não configura suspeição. A postagem de Moro faz referência às críticas que ele recebeu ao assumir o cargo de ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, após suas decisões na Operação Lava Jato que condenaram Lula e o impediram de concorrer nas eleições. No entanto, essas decisões foram posteriormente anuladas pelo STF, que considerou Moro parcial. Durante o julgamento que considerou o ex-juiz federal suspeito, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que ficou evidente a parcialidade de todos os envolvidos na condenação de Lula. Para Lewandowski, Moro agiu com suspeição, parcialidade e abuso de poder, desrespeitando os princípios do juiz natural e do devido processo legal.
Dallagnol, por sua vez, acusou Lewandowski de beneficiar Lula e o PT em suas decisões judiciais, permitindo que o ex-presidente se livrasse de ações penais e condenações criminais. Ele, que foi um dos procuradores responsáveis pelas acusações contra Lula na Lava Jato, teve sua candidatura a deputado federal cassada no ano passado. Deltan atribuiu sua cassação a uma reação do “sistema corrupto” contra a atuação da força-tarefa da Lava Jato. Segundo o ex-parlamentars, os principais atos de enfraquecimento da operação começaram a partir de 2019, com decisões do STF e do Congresso.
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Bruno Pinheiro
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