Silveira pede ‘paz’ à Petrobras e nega definição sobre pagamento de dividendos

Ministro fez elogio ao presidente da Petrobras, após episódios que levaram a crise na companhia

  • Por da Redação
  • 10/04/2024 07h59
Reprodução/TV Brasil alexandre-silveira-ministro-minas-energia-petrobras-reproducao-tv-brasil "Dizer que sou contra ou a favor de distribuição de dividendos não é informação precisa"

No centro da crise que envolve o comando da Petrobras, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pediu “paz” à petroleira e disse que o cargo de presidente da estatal cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após evento de assinatura da Medida Provisória (MP) das Energias Renováveis e da Redução Tarifária no Palácio do Planalto, na terça-feira (9) ele fez um elogio público a Jean Paul Prates, presidente da companhia. “Tenho carinho e profundo respeito pelo ser humano que ele é”, disse Silveira e negou que, junto com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, tenha fechado um acordo sobre a distribuição de dividendos extraordinários da Petrobras. Segundo o ministro, o encontro foi para falar “sobre as possibilidades” de olho na melhora da economia brasileira. “Não é verdade que acordamos entre nós qualquer coisa que seja sobre distribuição de dividendos”, disse Silveira, que classificou o episódio como uma “grande especulação”. “O que aconteceu entre nós foi um diálogo sobre as possibilidades…”, comentou ele, acrescentando que o foco das conversas foi sobre as questões econômicas. “Foi para discutir como vamos revigorar a economia nacional, o resto foi especulação”, acrescentou. “É natural que a gente tenha debate permanente com os ministros Rui e Haddad.”

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Silveira negou qualquer posicionamento sobre a distribuição de dividendos extraordinários da estatal. “Dizer que sou contra ou a favor de distribuição de dividendos não é informação precisa”, comentou o ministro. “O que sou favorável é que tenhamos informações precisas para tomada de decisões sobre distribuição.” A convicção, segundo ele, é que a estatal será a empresa do segmento mais valorizada no mundo.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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