Três anos após o 8 de Janeiro, políticos travam disputa de narrativas sobre democracia e golpe; veja

Aliados do governo lembram o episódio como atentado às instituições e defendem punição; oposição contesta, fala em ‘farsa’ e acusa perseguição política

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2026 11h02
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Marcelo Camargo/Agência Brasil 8 de Janeiro Esta quinta-feira (8) marca três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília

Três anos após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, políticos de diferentes campos voltaram nesta quinta-feira (8) a se manifestar sobre o episódio que marcou o início de 2023 e entrou para a história política recente do país. As reações ocorreram nas redes sociais.

Representantes do governo e de partidos aliados enfatizaram a defesa do Estado Democrático de Direito, associando o 8 de Janeiro a uma tentativa de golpe. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o país “não pode esquecer” o que classificou como um ataque contra instituições e autoridades, defendendo mobilização popular “para fortalecer a democracia”. No mesmo tom, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a data deve servir para reafirmar “a força da soberania e da democracia”.

Também entre governistas, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) defendeu memória e vigilância permanente. “O preço da democracia é sua eterna vigilância”, afirmou. Já o senador Renan Calheiros (MDB-AL) declarou que lembrar o 8 de Janeiro significa “defender a Constituição e o Estado Democrático de Direito” e disse ser contrário à anistia de condenados.

Além do tema institucional, parlamentares citaram o cenário jurídico decorrente do episódio. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), destacou que o país vive “um momento histórico”, afirmando que o julgamento e a prisão de envolvidos devem servir para evitar repetição. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que o 8 de Janeiro mostrou que “a democracia resistiu” e defendeu “sem anistia para golpistas”.

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Políticos da oposição, porém, mantiveram avaliação distinta e contestaram a interpretação do governo sobre o episódio. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o 8 de Janeiro virou “cortina de fumaça” para encobrir problemas e escândalos, afirmando que “a farsa vai cair”. Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou o caso como “farsa” e criticou o que chamou de perseguição a opositores.

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