Três anos após o 8 de Janeiro, políticos travam disputa de narrativas sobre democracia e golpe; veja
Aliados do governo lembram o episódio como atentado às instituições e defendem punição; oposição contesta, fala em ‘farsa’ e acusa perseguição política
Três anos após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, políticos de diferentes campos voltaram nesta quinta-feira (8) a se manifestar sobre o episódio que marcou o início de 2023 e entrou para a história política recente do país. As reações ocorreram nas redes sociais.
Representantes do governo e de partidos aliados enfatizaram a defesa do Estado Democrático de Direito, associando o 8 de Janeiro a uma tentativa de golpe. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o país “não pode esquecer” o que classificou como um ataque contra instituições e autoridades, defendendo mobilização popular “para fortalecer a democracia”. No mesmo tom, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a data deve servir para reafirmar “a força da soberania e da democracia”.
Neste 8 de janeiro, vamos mostrar nas ruas e no diálogo com a sociedade que a democracia é inegociável.
Defender a democracia é defender o interesse de todas as brasileiras e de todos os brasileiros. pic.twitter.com/3qsRVGUTTZ— Edinho Silva (@edinhosilva) January 8, 2026
Também entre governistas, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) defendeu memória e vigilância permanente. “O preço da democracia é sua eterna vigilância”, afirmou. Já o senador Renan Calheiros (MDB-AL) declarou que lembrar o 8 de Janeiro significa “defender a Constituição e o Estado Democrático de Direito” e disse ser contrário à anistia de condenados.
Há três anos, a democracia brasileira foi violentamente atacada. É nosso dever nos lembrarmos com atenção desse dia tão brutal, pois o preço da democracia é sua eterna vigilância.
Sem anistia! Sem esquecimento! Sem dosimetria! A democracia se defende todos os dias! pic.twitter.com/L9RhBzRSmj
Sem anistia ou redução de pena para quem atentou contra a democracia 🇧🇷 pic.twitter.com/LyTGmk2L6n
— Renan Calheiros (@renancalheiros) January 8, 2026
Além do tema institucional, parlamentares citaram o cenário jurídico decorrente do episódio. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), destacou que o país vive “um momento histórico”, afirmando que o julgamento e a prisão de envolvidos devem servir para evitar repetição. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que o 8 de Janeiro mostrou que “a democracia resistiu” e defendeu “sem anistia para golpistas”.
Políticos da oposição, porém, mantiveram avaliação distinta e contestaram a interpretação do governo sobre o episódio. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o 8 de Janeiro virou “cortina de fumaça” para encobrir problemas e escândalos, afirmando que “a farsa vai cair”. Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou o caso como “farsa” e criticou o que chamou de perseguição a opositores.
O 8 de janeiro virou a maior cortina de fumaça do PT e da esquerda. Fabricam uma falsa narrativa para encobrir blindagens na CPMI do INSS, o roubo aos aposentados, a mesada do Lulinha, a destruição da economia, e o contrato milionário da mulher de ministro do STF. Usam o medo… pic.twitter.com/q6RrIBkcJX
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) January 8, 2026


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