Prefeito de Nova Délhi protesta ao relento sentado em frente ao Parlamento

  • Por Agencia EFE
  • 21/01/2014 09h46

Nova Délhi, 21 jan (EFE).- Após passar a noite ao ar livre, o prefeito recém-eleito de Nova Délhi, Arvind Kejriwal, continuou nesta terça-feira seu segundo dia de protesto, sentado em frente ao Parlamento indiano como forma de reivindicação pela inação e corrupção da polícia, controlada pelo governo nacional.

“Alguns dizem que sou um anarquista e que estou propagando a desordem. Concordo que sou um anarquista, vou criar a anarquia para (Sushil Kumar) Shinde – ministro do Interior -“, disse ontem Kejriwal diante de centenas de simpatizantes, segundo a imprensa local.

A polícia é controlada pelo ministério liderado por Shinde e Kejriwal acusou ambos os lados de corruptos e inativos. As acusações são baseadas especialmente em vários casos recentes, como se recusar a prender alguns supostos traficantes ugandenses e não impedir o estupro de uma turista dinamarquesa no centro da capital.

“Que democracia é esta? Quero pedir ao povo que venha em massa. Como o ministro do Interior pode dormir enquanto acontecem tantos crimes em Nova Délhi? É um ditador? Não negociaremos”, declarou o prefeito, que pretende estender o protesto para dez dias.

Kejriwal, que passou a noite fria em local aberto com todo o seu conselho municipal, como se fossem os indigentes que ocupam a cidade, denunciou hoje que seu grupo foi isolado com barricadas pela polícia e a chegada de mantimentos e manifestantes foi impedida.

Os protestos, unidos às preparações para o dia da República, comemorado neste domingo, provocaram grandes engarrafamentos no centro da capital, para onde foram enviados quatro mil policiais, instaladas barricadas e algumas estações de metrô fechadas.

Os protestos acontecem apenas um mês depois do Partido Aam Admi (AAP, Partido do Homem Comum), liderado por Kejriwal, ter conquistado a prefeitura de Nova Délhi nas eleições realizadas em dezembro.

O APP, apoiado por um discurso de grande conteúdo social, obteve 28 das 70 cadeiras em jogo, e se uniu para formar governo com o Partido do Congresso, com oito, enquanto o Bharatiya Janata Party (BJP), com 32, se negou a governar em minoria. EFE