Prefeitos se comprometem com papa a abordar urgências ambientais e pobreza

  • Por EFE
  • 22/07/2015 12h23


"Queremos que nossas cidades sejam cada vez mais socialmente inclusivasPapa se encontra com prefeitos do mundo todo

Prefeitos de 65 cidades do mundo, incluindo sete brasileiros, se comprometeram com o papa Francisco a abordar “urgências colocadas pela mudança climática, a exclusão social e a pobreza extrema”.

A íntegra do documento foi divulgada nesta quarta-feira (22) e entre os prefeitos participantes estavam os de Belo Horizonte, Marcio Lacerda; de São Paulo, Fernando Haddad; do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; de Salvador, ACM Neto; de Curitiba, Gustavo Fruet; de Porto Alegre, José Fortunati; de Goiânia, Paulo Garcia.

Após o fórum “Escravidão moderna e mudanças climáticas: o compromisso das cidades”, os governantes assinaram uma declaração conjunta na qual pactuaram enfrentar “mudanças climáticas induzidas pelo homem, a pobreza extrema e a exclusão social, incluindo o tráfico de seres humanos”.

Segundo o documento, trata-se de duas dramáticas emergências correlacionadas nas quais as cidades de todo o planeta cumprem um papel-chave, ao reconhecerem que a mudança climática é uma realidade científica comprovada e seu efetivo controle é um imperativo moral.

“Queremos que nossas cidades sejam cada vez mais socialmente inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis”, declaram os prefeitos.

“Agradeço esta declaração. Desejo que faça muito bem”, assinou o papa Francisco no final do texto.

O texto ressalta que, atualmente, há instrumentos tecnológicos, meios financeiros e conhecimento para reverter à mudança climática com soluções sustentáveis.

Os prefeitos acertaram também eliminar a exploração, o tráfico humano e todas as formas de escravidão moderna, incluindo o trabalho forçado, a prostituição e o tráfico de órgãos.

“Comprometemos-nos também a desenvolver programas nacionais de reassentamento e reintegração que evitem a repatriação involuntária das pessoas vítimas de violência”, afirmaram os governantes.

A reunião do Vaticano, que termina hoje, acontece cinco meses antes da Conferência do Clima de Paris (COP 21), que reunirá líderes de todo o mundo com o objetivo de alcançar um acordo para reduzir o impacto da mudança climática e substituir o Protocolo de Quioto.

De acordo com o texto, essa pode ser a “última efetiva possibilidade de negociar acordos que possam manter o aquecimento global provocado pelo homem abaixo dos 2°C.”.