Premiê japonês condena assassinato “desprezível” de piloto jordaniano

  • Por Agencia EFE
  • 04/02/2015 00h51
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Tóquio, 4 fev (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, condenou “energicamente” nesta quarta-feira o “desprezível” assassinato do piloto da Força Aérea jordaniana, Moaz Kasasbeh, por parte do Estado Islâmico (EI), que nos últimos dez dias também executou dois cidadãos japoneses.

Em comunicado divulgado pelo governo japonês, Abe garantiu que sente “grande indignação” pelo fato de que Kasasbeh foi assassinado “de uma maneira tão miserável”.

O EI publicou hoje um vídeo no qual aparentemente o piloto jordaniano, que foi capturado na Síria em dezembro, aparece sendo queimado vivo.

“Este desprezível ato de terrorismo gera em mim um grande sentimento de ira”, acrescentou o primeiro-ministro, que condenou “energicamente” este assassinato “imperdoável”.

Abe ofereceu suas condolências para a família do piloto em nome de seu governo e do povo japonês e insistiu que seu país “não vai se curvar ao terrorismo” e que cumprirá com sua obrigação de combatê-lo junto com a comunidade internacional, além de ampliar seu programa de ajuda humanitária para os países envolvidos na luta contra o EI.

Após anunciar no último dia 24 a execução do primeiro dos reféns japoneses capturados, Haruna Yukawa, o EI exigiu a libertação da terrorista iraquiana Sajida al Rishawi, detida e condenada a morte na Jordânia, em troca da libertação do jornalista japonês Kenji Goto e de poupar a vida de Kasasbeh.

As autoridades jordanianas aceitaram a troca e solicitaram uma prova de vida de Kasasbeh como condição para libertar Rishawi, mas tal prova nunca foi apresentada pelos jihadistas e a libertação da extremista não aconteceu.

Após a publicação do vídeo com a execução de Kasasbeh, as autoridades jordanianas garantiram que Sajida al Rishawi e outros presos acusados de terrorismo serão enforcados, como resposta para o assassinato do piloto. EFE

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