Presidente da UGT diz que flexibilização da CLT “preocupa profundamente”

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2016 18h03
Ricardo Patah - UGT

Após a notícia de que a proposta do governo Temer de que a reforma trabalhista eleve o limite da jornada diária de trabalho de oito para 12 horas, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, veio a público para negar a informação. Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a notícia não foi uma “confusão” e existe sinalizações de flexibilizar a CLT.

“Essa da jornada, já tinha sido lançada há algum tempo atrás pelo presidente da CNI, dizendo que os trabalhadores brasileiros deviam trabalhar 80 horas por semana. (…) Existe sinalizações sim de flexibilizar a CLT e tirar direito dos trabalhadores, o que nos preocupa profundamente”, disse Patah.

Segundo o presidente da UGT, não se pode fazer mudanças em uma estrutura trabalhistas bem antiga, apesar de considerar que existe pontos que merecem aprimoramentos. Patah se colocou a favor do diálogo para resolver questões como esta e afirmou que a CLT não deve ser “rasgada”.

“Eu acho muito importante que acha um diálogo a partir de agora, mas não para esse ano. Um ano que nós temos eleição, um ano que teve impeachment, um ano que ainda tem muitas feridas. É um ano de acomodação política, pra se ganhar força, pra se negociar. Mas não iniciar um processo agora e tirar direitos dos trabalhadores”, afirmou.

Confira no áudio acima a entrevista completa de Ricardo Patah.