Presidente das Filipinas pede desculpas aos judeus por comparação com Hitler

  • Por Estadão Conteúdo
  • 02/10/2016 19h13
RIT11 DAVAO (FILIPINAS) 16/05/2016.- El presidente electo de Filipinas, Rodrigo Duterte, ofrece una rueda de prensa antes de su reunión con simpatizantes en Davao (Filipinas) hoy, 16 de mayo de 2016. El presidente electo de Filipinas, Rodrigo Duterte, afirmó que quiere volver a implantar la pena de muerte en el país, abolida en 2006 por la expresidenta Gloria Macapagal Arroyo, informan hoy los medios locales. Duterte, que será investido el próximo 30 de junio, quiere imponer la pena capital sobre personas que cometan crímenes relacionados con drogas ilegales, violaciones o robos de vehículos en los que el propietario sea asesinado. EFE/Ritchie B. TongoRodrigo Duterte

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, pediu desculpas aos judeus de todo o mundo, neste domingo, 2, por seus comentários, depois de comparar a sua sangrenta guerra antidrogas com o Holocausto de Hitler, o que provocou choque e indignação. 

Duterte disse que seu pedido de desculpas foi destinado apenas à comunidade judaica. Ele atacou novamente os críticos ocidentais e defensores dos direitos humanos por terem levantado preocupações sobre sua repressão brutal, que já matou mais de 3 mil suspeitos de serem traficantes e usuários em apenas três meses. 

O presidente das Filipinas disse em um discurso na principal cidade de Bacolod que ele nunca teve qualquer “intenção de derrogar a memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos Alemães”. “Eu profundamente peço desculpas à comunidade judaica”, disse Duterte.

Na última sexta-feira, 30, Duterte levantou a retórica sobre sua campanha anti drogas comparando-a com o Holocausto de Hitler, dizendo que ele estava “feliz pelo abate”. Estima-se que exista 3 milhões de viciados nas Filipinas. 

Nesse discurso, o impetuoso presidente disse que ele devia ser “retratado ou imaginado para ser um primo de Hitler” por seus críticos. Momentos depois, ele disse: “Hitler massacrou 3 milhões de judeus. Há 3 milhões de viciados em drogas. Eu ficaria feliz em matá-los”.

Enquanto as vítimas de Hitler foram pessoas inocentes, Duterte disse que seus alvos são “todos os criminosos” e se livrar deles seria como “acabar com o problema de drogas em meu país e salvar a próxima geração da perdição”.

O governo da Alemanha atribuiu os comentários de Duterte como inaceitáveis e chamou o embaixador das Filipinas para o Ministério das Relações Exteriores para conversar sobre o assunto.