Presidente do Sudão chega ao Sudão do Sul para negociações de paz

  • Por Agencia Brasil
  • 06/01/2014 14h00

Da Agência Brasil*

Brasília – O presidente do Sudão, Omar Al Bashir, chegou hoje (6) à capital do Sudão do Sul, Juba, para um encontro com o chefe de Estado do país, Salva Kiir. Al Bashir foi recebido pelo vice-presidente sul-sudanês, James Wani Igga, e seguiu para o palácio presidencial. Ontem (5), a rádio oficial do governo sudanês anunciou a viagem e informou que o objetivo é buscar uma solução para o conflito no país vizinho.

Al Bashir viajou acompanhado dos ministros das Relações Exteriores, Ali Karti; da Defesa, Abdul Rahim Mohamed Hussein; do Petróleo, Mekawi Mohamed Awad; e do chefe do setor de Inteligência e Segurança, Mohamed Atta Al Moula. Na sexta-feira (3), governo e oposição iniciaram negociações na capital da Etiópia, Adis Abeba, para um cessar-fogo.

Nas últimas semanas, o Sudão do Sul vive conflito entre duas facções militares – uma da etnia Dinka, da qual faz parte o presidente Salva Kiir; e outra da etnia Nuer, da qual faz parte o ex-vice-presidente Riek Machar. Machar foi afastado do poder em julho e, desde dezembro, os confrontos entre as partes se intensificaram. Os conflitos já deixaram mais de mil pessoas mortas, cerca de 120 mil deslocados internos e aproximadamente 63 mil refugiados em campos mantidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo dados da entidade.

"Apelamos a todas as partes para que facilitem o acesso das agências humanitárias aos civis e que protejam e respeitem as atividades humanitárias, os funcionários e os seus bens, em todos os momentos", pediu na última sexta-feira o coordenador dos Assuntos Humanitários da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer. A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, também defendeu, em comunicado, a proteção a todos os civis.

Em dezembro, soldados das missões de paz da ONU foram enviados ao Sudão do Sul em missão humanitária. A estimativa da organização é a de que sejam necessários US$ 166 milhões (cerca de R$ 390 milhões) para higiene, condições básicas de saúde, alimentos e gestão do campo de refugiados.

*Com informações da Agência Lusa e da agência de notícias da China, Xinhua

Edição: Davi Oliveira

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