Presidente do Sudão do Sul reafirma seu compromisso com acordo de paz

  • Por Agencia EFE
  • 15/09/2015 21h41

Juba, 15 set (EFE).- O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, destacou nesta terça-feira seu compromisso com o acordo de paz assinado mês passado com os rebeldes, liderados pelo ex-vice-presidente Riek Machar.

Em discurso à nação, Kiir reiterou seus temores diante dos “desafios” existentes para a aplicação do acordo, principalmente em relação aos artigos sobre questões de segurança e sobre o cessar-fogo estipulado no texto.

O presidente do Sudão do Sul pediu aos responsáveis políticos, especialmente aos membros do partido governante Movimento Popular, que tenham “paciência”.

“Me comprometo a aplicar o acordo de paz, caso contrário não o teria assinado”, ressaltou Kiir.

O dirigente pediu ao povo do Sudão do Sul para apoiá-los nesta “época de transição” e garantiu que o pacto ajudará a superar a atual situação e a evitar futuras “crise econômicas e humanas.”

Ele também pediu a comunidade internacional que preste atenção às reservas expressadas por seu governo quando assinou o acordo porque, advertiu, será complicado aplicar alguns pontos dele.

Segundo Kiir, seu governo ainda espera que a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad), organismo que intermediou o acordo de paz, forme comitês para supervisionar o cumprimento do cessar-fogo.

Também solicitou à Igad que estabeleça os outros comitês técnicos conjuntos e a comissão nacional que trabalhará nas emendas à Constituição, como ficou decidido no pacto.

Em 26 de agosto, Kiir rubricou na capital sul-sudanesa o acordo de paz alcançado por seu governo e pelos rebeldes na semana anterior em Adis-Abeba, mas afirmou ter “grandes reservas” em relação a ele.

O pacto foi assinado em 17 de agosto na Etiópia pela principal facção rebelde, liderada pelo ex-vice-presidente Machar.

O conflito armado no Sudão do Sul começou em dezembro de 2013, após as acusações que Kiir, da etnia “dinka”, lançou contra Machar, da etnia rival “nuer”, de ter orquestrado um golpe de Estado contra ele. EFE