Presidente sul-sudanês aceita “governo interino”, desde que sem rebeldes

  • Por Agencia EFE
  • 13/03/2014 11h23

Juba, 13 mar (EFE).- O presidente sul-sudanês, Salva Kiir, aceitou a ideia de formar um governo de transição integrado pelas distintas forças políticas, desde que sem a presença de membros do grupo rebelde, em uma limitada tentativa de solucionar a crise.

O porta-voz da chamada Coalizão de Partidos, que agrupa 17 formações, Joseph Malek, explicou a Agência Efe que este Executivo governaria o país até 2018.

A principal condição de Kiir, que seguiria no comando do país, é a não participação no gabinete do ex-vice-presidente e líder rebelde Riak Machar, acusado da tentativa de golpe em dezembro, segundo o porta-voz.

Alguns membros dos partidos da coalizão, que não têm atualmente especial influência, ocupariam pastas no governo de transição.

A vida política sul-sudanesa está dominada pelo Movimento de Libertação Popular do Sudão, de Kiir, e que também era do dirigente Machar.

Este assunto foi abordado em reunião entre Kiir e dirigentes da Coalizão de Partidos e do parlamento, com o objetivo de permitir que o governo provisório encontre uma solução para a atual crise política.

Os mediadores africanos tinham proposto um governo transitório que excluísse tanto Machar como Kiir, o que não foi aceito pelas autoridades sul-sudanesas.

Em meio a essa crise, a chefia do Exército sul-sudanês decidiu retirar suas unidades da capital Juba para os quartéis nos arredores da cidade por causa dos confrontos que aconteceram na semana passada no interior da sede militar.

O porta-voz das Forças Armadas do Sudão do Sul, coronel Philip Aguer, explicou a Efe que decidiram intensificar as patrulhas noturnas para proteger Juba.

Também vão exigir que todos os oficiais deixem suas armas nos armazéns do exército antes de saírem dos quartéis para evitar novos distúrbios.

A tentativa de golpe de Estado de Machar em dezembro e os posteriores combates deixaram milhares de mortos e colocaram o jovem país, independente do Sudão desde 2011, à beira da guerra civil. EFE