Presos na Alemanha dois homens acusados de colaborar com Estado Islâmico

  • Por Agencia EFE
  • 18/10/2014 09h17
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Berlim, 18 out (EFE).- A procuradoria federal da Alemanha informou neste sábado ter prendido dois colaboradores do Estado Islâmico (EI), suspeitos de proporcionar logística e dinheiro à organização jihadista e outros grupos no Iraque e na Síria.

Um tunisiano, de 38 anos, e um russo, de 28, foram detidos em Aachen, no sudoeste do país. As casas deles e de outros 13 supostos colaboradores do jihadismo foram revistadas.

A procuradoria os acusa de parceria logística e financeira ao movimento islâmico de Ahrar al-Sham e ao EI no Iraque e na Síria.

O suspeito tunisiano teria enviado ao EI roupas no valor de 1.100 euros e outros 3.400 euros em dinheiro, e ajudado um militante islâmico de 17 anos a sair da Alemanha.

A procuradoria estima que o detido russo e o resto de supostos simpatizantes, teriam proporcionado material diverso, roupa militar e botas ao EI no valor de 130 mil euros.

As detenções e registros refletem a intensificação das medidas tomadas pelas autoridades alemãs contra os islamitas que, de dentro do país, se uniam ao EI.

Os responsáveis de Interior dos estados federados e do governo federal anunciaram ontem um plano para retirar a carteira de identidade dos que pretendem sair do país para se juntar ao EI.

As autoridades alemãs calculam que pelo menos 450 radicais deixaram o país nos últimos meses do país rumo ao Iraque e à Síria.

O ministro do Interior, Thomas de Maizière, admitiu a existência de “lacunas” na legislação atual que permitem que esses islamitas se juntem ao EI, já que em alguns casos não partem diretamente da Alemanha, mas passam por outros países europeus aos quais podem chegar somente com o documento de identidade.

Além do risco de essas pessoas se unirem ao jihadismo no norte do Iraque e na Síria, eles são considerados um perigo para a segurança da Alemanha caso que retornem ao país após terem recebido instruções em acampamentos do EI.

As autoridades alemãs têm ações abertas contra mais de 200 supostos ativistas do EI no país.

Em setembro o departamento do Interior proibiu as atividades do EI, e tornou crime a exibição de seus símbolos e distintivos, o recolhimento de fundos para a organização jihadista e sua apologia na internet. EFE

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