Primeira-ministra do Québec abre portas para novo referendo independentista

  • Por Agencia EFE
  • 06/03/2014 19h44

Toronto (Canadá), 6 mar (EFE).- A primeira-ministra do Québec, defensora da soberania Pauline Marois, disse nesta quinta-feira que está “aberta a realizar um novo referendo independentista se for necessário”.

Marois, quem ontem convocou eleições provinciais antecipadas para o próximo dia 7 de abril, disse hoje durante um ato eleitoral que quer “manter a agenda aberta”.

“E se o referendo é necessário, levaremos o tempo necessário para escutar as opiniões das pessoas. E se nos dermos conta que não é relevante, não faremos”, acrescentou Marois.

O Partido Quebequense de Marois convocou dois referendos para discutir a soberania do território, em 1980 e 1995. Neste último, os partidários da separação ficaram muito perto de ganhar a consulta, ao obter 49,42% dos votos recebidos.

Mas desde então, a política extra-oficial do PQ é não realizar um novo referendo até que se deem as “condições ganhadoras” que permitam garantir a vitória.

Marois explicou hoje que se nas eleições de 7 de abril, o PQ conseguir a maioria absoluta no parlamento provincial, composto por 125 cadeiras, criará uma comissão para estudar se os quebequenses querem um novo referendo.

A primeira-ministra do Quebec também disse que não participará do debate televisionado em inglês que terá a presença dos líderes dos outros partidos.

Em Québec, o único idioma oficial é o francês e 80% dos mais de oito milhões de habitantes do Québec se declaram francófonos.

Nas últimas eleições provinciais, realizadas em 2012, o PQ obteve 54 dos 125 cadeiras da Assembleia Nacional, enquanto o federalista Partido Liberal do Québec (PLQ) 50, o nacionalista Coalizão para o Futuro do Québec (CAQ), 19 e o independentista de esquerda Québec Solidaire, 2.

As pesquisas indicam que o PQ pode conquistar a maioria absoluta graças à concentração de votos anglófonos, que favorecem o PLQ, em Montreal, e o sistema eleitoral canadense que dá a vitória a um só deputado por cada circunscrição. EFE