Prisão de suspeitos de colaborar em atentados de Copenhague é prolongada
Copenhague, 26 fev (EFE).- A justiça dinamarquesa prolongou nesta quinta-feira por quatro semanas a prisão preventiva de dois jovens suspeitos de colaborar nos recentes atentados em Copenhague, nos quais morreram três pessoas, inclusive o atirador.
Os jovens, de 19 e 21 anos, foram acusados de colaborar no assassinato, tentativa de assassinato e violência grave e por posse ilegal de armas, já que acredita-se que ajudaram o atirador a se desfazer da arma usada no primeiro atentado e lhe deram cobertura enquanto era procurado por toda a cidade por centenas de agentes.
A audiência, com forte presença policial no exterior do tribunal, foi realizada a portas fechadas a pedido do promotor, por isso não há mais detalhes sobre os motivos para prolongar a prisão preventiva dos dois jovens.
Os suspeitos foram detidos menos de 24 horas depois que Omar Abdel Hamid el Hussein, um jovem de 22 anos nascido na Dinamarca e de origem palestina, abriu fogo contra um centro cultural no qual era realizado um debate sobre blasfêmia e liberdade de expressão.
Um cineasta dinamarquês de 55 anos faleceu pelo disparo e três agentes saíram levemente feridos do tiroteio contra o local, no qual estava o artista sueco Lars Vilks, ameaçado por fundamentalistas islâmicos e suposto alvo.
Após fugir da zona, el Hussein matou horas depois um judeu dinamarquês que fazia a segurança da principal sinagoga da cidade.
De madrugada, o jovem foi morto pela polícia na zona norte da capital dinamarquesa.
O diretor da Polícia Nacional, Jens Henrik Højbjerg, disse que ainda há 200 agentes investigando os atentados de 14 e 15 de fevereiro em Copenhague e que os fatos poderão ser esclarecidos em dois meses.
Vários partidos da oposição tinham reivindicado ao governo dinamarquês, que não tem maioria, um relatório sobre os atentados antes de três semanas, depois das críticas à segurança no centro cultural e os edifícios da comunidade judaica.
Højbjerg se mostrou compreensivo em comunicado pelo desejo de investigar todos os detalhes do ocorrido, mas advertiu do “risco significativo” que um relatório rápido demais seja incompleto e impreciso. EFE
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