Procurador-geral egípcio e outros 3 são feridos em atentado no Cairo

  • Por EFE
  • 29/06/2015 08h51

A bomba foi colocada dentro de um carro estacionado próximo à Academia Militar

Explosão de carro-bomba no Egito deixa ao menos 4 feridos

O procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, ficou levemente ferido após a explosão de uma bomba nesta segunda-feira durante a passagem de seu veículo no nordeste do Cairo, segundo informaram à Agência Efe fontes de segurança.

As fontes explicaram que Barakat foi levado ao hospital para ser examinado após o atentado no qual também ficaram feridos dois seguranças e um civil.

A bomba foi colocada dentro de um carro estacionado na avenida Emar ben Yasser, no bairro de Masr al Gedida e junto à Academia Militar.

O assistente do procurador, Zakaria Abdelaziz Ozman, disse em entrevista à agência oficial “Mena” que Barakat sofreu “uma tentativa de assassinato”.

Ozman detalhou que o procurador tinha saído de sua casa para ir ao trabalho quando um carro explodiu de maneira repentina perto do comboio.

Após o atentado, que causou o incêndio de dois veículos, soldados da Defesa Civil e artífices se deslocaram à zona para determinar se há outros artefatos explosivos.

As forças da Polícia Militar fecharam o trânsito na avenida Emar ben Yasser e cercaram a área.

Os atentados terroristas aumentaram no Egito desde a derrocada militar em julho de 2013 do então presidente, o islamita Mohammed Mursi.

O alvo destes ataques foram principalmente os membros do Exército e da polícia egípcias, embora recentemente aumentaram as ameaças contra o Poder Judiciário, que ditou centenas de penas de morte e de prisão contra dirigentes e simpatizantes de grupos islamitas.

Em meados de maio, três juízes morreram em um ataque contra o microônibus no qual viajavam na cidade de Al Arish, no norte da Península do Sinai.

Poucos dias depois, o grupo jihadista egípcio Wilaya Sina (Província do Sinai), que jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI), ameaçou se vingar dos juízes que condenaram os islamitas à morte.

Wilaya Sina, que assumiu os atentados mais sangrentos dos últimos meses, afirmou que essas decisões judiciais “foram pronunciados por tiranos que se denominam juízes”.