Procurador-geral egípcio morre em atentado no Cairo
Cairo, 29 jun (EFE).- O procurador-geral egípcio, Hisham Barakat, morreu nesta segunda-feira por conta dos ferimentos sofridos na explosão de uma bomba no momento da passagem de sua comitiva no nordeste do Cairo, informaram à Agência Efe fontes do Hospital Internacional El Nozha, onde ele estava internado.
Conforme explicaram, ele faleceu após ser submetido a uma intervenção cirúrgica devido a uma hemorragia interna.
Barakat, de 65 anos, foi nomeado para o posto em julho de 2013, depois de a derrocada militar do então presidente Mohammed Mursi, e levou milhares de islamitas a julgamento nestes dois anos.
Outras sete pessoas, entre elas dois seguranças do procurador, ficaram feridas no ataque.
No atentado, uma bomba foi colocada em um carro estacionado em uma avenida do bairro Masr El Gedida, ao lado da Academia Militar. A explosão causou ainda grandes danos em carros e casas da região.
A autoria do ataque foi reivindicada pelo Movimento de Resistência Popular, um grupo pouco conhecido, em comunicado publicado em sua conta no Facebook, que em seguida foi cancelada. A autenticidade da nota não se pôde ser comprovada e a magnitude do ato gerou dúvidas no governo sobre a veracidade, já que o grupo havia realizado apenas ataques menores até o momento.
Os atentados terroristas aumentaram no Egito desde a derrocada de Mursi, embora os alvos tenham sido, principalmente, membros do exército e da polícia. No entanto, em meados de maio o grupo jihadista egípcio Wilaya Sina (Província do Sinai), que jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI), ameaçou se vingar de juízes que condenaram islamitas à morte. EFE
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