Produção brasileira de veículos caiu 16,8% no primeiro semestre

  • Por Agencia EFE
  • 07/07/2014 14h56

Rio de Janeiro, 7 jul (EFE).- O Brasil produziu no primeiro semestre deste ano 1,57 milhão de veículos, uma queda de 16,8% em relação aos seis primeiros meses de 2013 (1,88 milhão), divulgou nesta segunda-feira a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A forte queda na fabricação de automóveis, utilitários, caminhões e ônibus obrigou a própria Anfavea a revisar a previsão para este ano e a admitir que espera uma queda de 10% na produção, em vez do aumento de 1,4% projetado inicialmente.

O cálculo agora é que este ano sairão das fábricas brasileiras 3,34 milhões de veículos, longe do recorde do ano passado (3,74 milhões de veículos), e que as vendas cairão 5,4% em relação as 3,77 milhões de unidades comercializadas em 2013.

Quanto às vendas, a Associação informou que no primeiro semestre foram comercializados 1,66 milhão de novos veículos, redução de 7,6% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A Anfavea atribuiu a redução da produção à desaceleração das vendas de automóveis no mercado brasileiro, à forte queda das exportações para a Argentina, o principal destino dos veículos brasileiros, e aos vários feriados deste ano por causa da Copa do Mundo.

Contribuiu especialmente para o decepcionante resultado do primeiro semestre o desempenho de junho, quando, com vários dias feriados, saíram das fábricas apenas 215.934 veículos, número 33,3% inferior ao do mesmo mês do ano passado (313.900) e 23,3% menor que o de maio.

“Em junho tivemos menos de 17 dias de produção”, explicou o presidente da Anfavea, Luiz Moan.

Foram vendidos em junho 263.564 unidades, 17,3% a menos que no mesmo mês do ano passado, 10,2% a menos que em maio.

De acordo com o balanço divulgado pela Anfavea, o país exportou no primeiro semestre 169.457 veículos, 35,4% menos que no mesmo período de 2013 (262.340). Apenas em junho a queda do número de veículos foi de 51,1%, até 24.199 unidades.

Em valores, as exportações brasileiras de veículos caíram 23,1%, de US$ 7,8 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado para US$ 6 bilhões neste ano.

A Anfavea prevê agora que as exportações cairão 29,1% em volume e 15,7% em valores, especialmente pela menor demanda provocada pela crise na Argentina.

“Não são bons números, mas esperamos um segundo semestre melhor”, disse Moan, ao se referir à decisão anunciada na semana passada pelo governo de manter as reduções de impostos sobre os automóveis para incentivar as vendas.

Ele calculou que a produção poderá aumentar em 13,2% no segundo semestre em relação ao primeiro e as vendas até 14,3%.

A Anfavea também prevê um segundo semestre melhor por causa do acordo automotor assinado com a Argentina, que pode normalizar o comércio entre os dois países. EFE