Produção industrial baixa em maio pelo quinto mês consecutivo

  • Por Agencia EFE
  • 03/07/2014 15h15

Rio de Janeiro, 3 jul (EFE).- O setor industrial empregou 80,7% de sua capacidade instalada em maio, uma ligeira queda em relação aos 80,9% de abril, a quinta baixa mensal consecutiva, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pela patronal Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Apenas seis dos 21 setores industriais analisados pela entidade aumentaram o uso da capacidade instalada em maio. Já os segmentos industriais que mostraram maior contração no rendimento em maio foram os de impressão e reprodução (-12,1%), automóveis (-5,4%), alimentação (-3,5%) e produtos de metal (-3,3%).

O número de horas trabalhadas no setor industrial registrou uma queda de 0,4% em maio em relação ao mês anterior e uma queda de 2,4% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O setor automobilístico teve a maior queda no número de horas trabalhadas em comparação com o mesmo mês de 2013 (-15,9%).

Entre abril e maio o emprego gerado pela indústria brasileira também baixou (-0,3%), enquanto o salário médio dos trabalhadores industriais se contraiu 0,9%.

No entanto, a comparação anual destes dados mostra que tanto o número de postos de trabalho na indústria como os salários do setor aumentaram 1,1% e um 4,4% respectivamente.

O único resultado de maio com uma evolução positiva foi o do faturamento industrial, que registrou um crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior. Na comparação anual, o faturamento industrial do Brasil teve redução de 1,9%.

Renato da Fonseca, gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, destacou que “a baixa produtividade, o alto preço da produção, as deficiências em infraestrutura e a dificuldade no acesso ao crédito são os principais fatores que impedem o crescimento da atividade industrial”.

Os indicadores negativos da indústria nos últimos meses fizeram o governo decidir esta semana prorrogar até dezembro os incentivos fiscais de estímulo às vendas de automóveis e de móveis, que venciam em junho.

Em meados de junho o governo também anunciou um conjunto de medidas para estimular a competitividade da indústria, como a prorrogação do sistema preferencial que amplia o crédito para investimentos e do programa que devolve parte dos impostos aos exportadores de bens manufaturados. EFE