Produção industrial cai pelo segundo mês consecutivo
São Paulo, 6 mai (EFE).- A produção industrial no Brasil retrocedeu 0,8% em março com relação a fevereiro, quando tinha registrado uma queda de 1,3%, acumulando dois meses consecutivos em números vermelhos, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Na comparação com março de 2014, a queda foi maior, com um retrocesso de 3,5%, e no primeiro trimestre de 2015 a baixa na produção industrial da maior economia latino-americana acumulou uma redução de 5,9%.
A produção das fábricas do gigante sul-americano voltou a fechar com um saldo negativo depois da alta de 0,3% registrada em janeiro, segundo os dados revisados pelo IBGE e que corrigiram o retrocesso de fevereiro, inicialmente informado em 0,9%, para 1,3%.
O resultado é o pior para março desde 2006, quando a produção registrou uma contração de 1,3%.
A evolução da produção da indústria é medida pelo IBGE com o resultado mês a mês. E no acumulado dos últimos 12 meses, chegou a 4,7% negativo.
As seis grandes categorias econômicas tiveram saldos negativos na comparação com fevereiro deste ano e com março de 2014.
A categoria de bens de capital acumulou no trimestre uma variação negativa de 18%, enquanto a de produtos duráveis, que inclui automóveis e eletrodomésticos, entre outros, registrou uma queda de 15,8% entre janeiro e março.
A subcategoria de fabricação de veículos automotores -de grande peso na economia do Brasil- apresentou uma baixa de 4,2% no trimestre.
Entre os poucos setores que apresentaram avanços, se destacou o de produtos alimentícios, que acumula no ano um avanço de 2,1%.
Com relação a março de 2014, 14 dos 26 setores analisados registraram quedas da produção.
A indústria brasileira vive um momento complicado por causa da delicada situação econômica que o país atravessa e em 2014, a produção das fábricas fechou com uma contração de 3,2%, o pior resultado anual desde 2009, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou timidamente 0,1%. EFE
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