Produção nacional de automóveis caiu 18% em maio, diz Anfavea

  • Por Agencia EFE
  • 05/06/2014 14h57

Rio de Janeiro, 5 jun (EFE).- A produção nacional de automóveis, caminhões e ônibus caiu 18% durante o mês de maio, em comparação com o mesmo período do ano, informou nesta quinta-feira a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No entanto, o número de unidades manufaturadas subiu 1,9% em relação ao mês de abril deste ano, alcançando os 282,5 mil veículos.

De acordo com a fonte, em comparação com o mesmo período de 2013, o setor registrou uma queda no número de unidades manufaturadas de 13,3% neste ano, principalmente devido à queda das exportações e a uma menor demanda interna.

O segmento dos caminhões registrou a maior queda, com uma produção total de 12.695 unidades em maio, 22,4% a menos do que no mesmo mês de 2013.

Apesar do mercado automobilístico ter se mostrado estável em maio, com vendas similares às de abril – um total de 316.233 unidades -, o setor acumula um retrocesso anual de 5,5% no número de novas licenças em comparação com o ano anterior.

A Anfavea explicou que a queda na produção de automóveis corresponde às medidas de ajuste adotadas pelos principais fabricantes em fevereiro, que incluem a suspensão de contratos de trabalho e o fechamento de turnos de trabalho.

Em comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, o emprego no setor registrou uma redução de 2,8% em 2014.

Na última terça-feira, a patronal da indústria brasileira já havia informado que o setor automotivo registrou a maior queda de horas trabalhadas em maio (-19,4%).

Segundo a Anfavea, o número atual de veículos novos nos estacionamentos das fabricantes equivale a 48 dias de vendas, número similar ao registrado em novembro de 2008 e que, em condições normais, segundo a associação, deveria se situar entre 23 e 32 dias.

O Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de fabricantes de veículos e possui o maior polo de indústria automotivo da América Latina.

O setor atravessa momentos difíceis, pressionado pela queda das vendas no exterior, principalmente à Argentina, assim como pelo difícil acesso ao crédito dos brasileiros e o aumento das tarifas de energia elétrica.

A quatro meses das eleições presidenciais, os fabricantes acreditam que o Executivo da presidente Dilma Rousseff alcançará um acordo com a Argentina para relaxar as medidas protecionistas adotadas recentemente por este país, assim como uma prolongação dos incentivos fiscais que o governo oferece pela compra de automóveis, cuja retirada escalonada será finalizada em julho. EFE