Produtores esperam conquistar 10% das importações de carne bovina dos EUA

  • Por Agencia EFE
  • 01/07/2015 13h47

São Paulo, 1 jul (EFE).- Exportadores brasileiros de carne bovina comemoraram nesta quarta-feira a reabertura do mercado dos Estados Unidos e esperam conquistar nos próximos anos 10% das importações do produto feitas pelos norte-americanos.

O fim da restrição à compra de carne bovina in natura, que vigorava há 15 anos, foi anunciado ontem durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington. Inicialmente, o Brasil deve exportar anualmente 64 mil toneladas do produto, que começará a ser embarcado a partir de setembro.

No entanto, para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que reúne 27 empresas responsáveis por 92% das vendas ao exterior, a expectativa é chegar a 100 mil toneladas nos próximos anos, mais de 10% das importações de carne bovina feitas pelos americanos.

Em 2014, indicou a Abiec, os EUA importaram 957 mil toneladas do produto, a maior parte da Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, assinalou que essa reabertura também permitirá que o Brasil negocie com outros países das Américas do Norte e Central.

“Diversos países usam o sistema americano como referência para negociações internacionais e podem mudar suas visões sobre o nosso produto. Isso é um fator importante também para as negociações com o Japão, que ainda mantém o embargo à carne brasileira”, indicou.

Podem se habilitar para a exportação frigoríficos de 13 estados (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins), além do Distrito Federal.

Atualmente, o Brasil exporta 22 mil toneladas de carne bovina industrializada aos EUA, que renderam US$ 231 milhões de faturamento.

Além dos EUA, China, Iraque e África do Sul reabriram neste ano o mercado para a carne in natura brasileira. O país negocia para derrubar os embargos impostos pelo Japão e a Arábia Saudita.

“Estados Unidos e China eram nossas prioridades estratégicas em 2015”, ressaltou Camardelli. EFE